Ambientado no ano 1.000 a.C. em um território no meio da neve, um jovem lidera os moradores de um vilarejo contra um bando de saqueadores, responsáveis pela morte de sua família.
Bom filme indicado pela academia de cinema para concorrer ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira em 88. Em minha opinião este é do Nível do vencedor "A Festa de Babette" e ambos um pequeno degrau abaixo de "Adeus, meninos" . Este filme traz uma história relativamente simples mas cativante, que acaba por nos envolver. E a linda fotografia da Lapônia dispensa comentários. Nota 7,0.
Baseado numa lenda medieval lapã, esta sensível obra norueguesa (indicado ao Óscar de melhor filme estrangeiro em 1988) aborda vingança e amor numa clara declaração de submissão humana à natureza (que lindos closes das neves!), retratada como um órgão vivo, sobrenatural e cheio de metáforas. Também nos faz pensar sobre a importância pagã de um povo tão fundamental para a sobrevivência e cultura escandinava. Grande achado!
Uma tradução infeliz para o português, de um título tão significativo, tanto em sami (Ofelaš=guia), como no norueguês (Veiviseren=feiticeiro). Então deveria ser: "O xamã da Lapônia", Indicado ao oscar de 1988, como melhor filme estrangeiro, ele perdeu para "A festa de Babette".
Ofelaš foi o primeiro filme produzido em sami, uma língua falada por povos indígenas que pastoreavam rena e viviam na região da Lapônia, e está baseado em uma lenda norte-norueguesa, em torno da invasão das suas terras pelos Chudes, um povo hostil que habitava a região do Mar Báltico. (...) então o título também poderia ser: "Pastores de renas", ou, "A invasão dos chudes"......
A filmagem feita a temperaturas de até -45 oC; a neve espessa que limita a caminhada, as fugas e as perseguições, e torna as árvores completamente brancas; as renas elegantes puxando trenós; e as escapas íngremes dos fiordes que delimitam a costa norte da Noruega, realmente impressionam. E o contexto histórico, um convite à leitura sobre a Escandinávia medieval.
10-03-2026
Parece um filme de sessão da tarde.
Bom filme indicado pela academia de cinema para concorrer ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira em 88. Em minha opinião este é do Nível do vencedor "A Festa de Babette" e ambos um pequeno degrau abaixo de "Adeus, meninos" . Este filme traz uma história relativamente simples mas cativante, que acaba por nos envolver. E a linda fotografia da Lapônia dispensa comentários. Nota 7,0.
Baseado numa lenda medieval lapã, esta sensível obra norueguesa (indicado ao Óscar de melhor filme estrangeiro em 1988) aborda vingança e amor numa clara declaração de submissão humana à natureza (que lindos closes das neves!), retratada como um órgão vivo, sobrenatural e cheio de metáforas. Também nos faz pensar sobre a importância pagã de um povo tão fundamental para a sobrevivência e cultura escandinava. Grande achado!
Uma tradução infeliz para o português, de um título tão significativo, tanto em sami (Ofelaš=guia), como no norueguês (Veiviseren=feiticeiro). Então deveria ser: "O xamã da Lapônia", Indicado ao oscar de 1988, como melhor filme estrangeiro, ele perdeu para "A festa de Babette".
Ofelaš foi o primeiro filme produzido em sami, uma língua falada por povos indígenas que pastoreavam rena e viviam na região da Lapônia, e está baseado em uma lenda norte-norueguesa, em torno da invasão das suas terras pelos Chudes, um povo hostil que habitava a região do Mar Báltico. (...) então o título também poderia ser: "Pastores de renas", ou, "A invasão dos chudes"......
A filmagem feita a temperaturas de até -45 oC; a neve espessa que limita a caminhada, as fugas e as perseguições, e torna as árvores completamente brancas; as renas elegantes puxando trenós; e as escapas íngremes dos fiordes que delimitam a costa norte da Noruega, realmente impressionam. E o contexto histórico, um convite à leitura sobre a Escandinávia medieval.