O ator de "Um violinista no Telhado" (Topol) e uma seleção da aristrocracia teatral britânica, incluindo Sir John Gielgud, Patrick Magee, Edward Fox e Tom Conti, dão forma à famosa imaginação teatral de Brecht numa interpretação rica e precisa da vida turbulenta e dos tempos difíceis do astrônomo Galileu Galilei no século 17.
Sob a direção de Joseph Losey, Galileu, do American Film Theatre, apresenta o típico mosaico brechtiano que funde teatro e imediatismo através de um drama pessoal extremamente cinematográfico que opõe a responsabilidade pública à dúvida individual.
Desafiado por um novo estudante, o tutor e teórico Galileu se utiliza da emergente tecnologia telescópica e descobre provas irrefutáveis da noção herética de que a Terra não é o centro do universo. Porém numa sociedade rígida guiada pela aliança entre a aristocracia e o clérigo e já debilitada pela Peste e pela Reforma, a ciência é uma ameaça e o iluminismo, um luxo. Posto diante da morte pelas mãos da Inquisição ou a retratação ao um Papa tão hipócrita quanto poderoso, Galileu deve escolher entre sua própria vida e a incansável curiosidade científica pela qual havia rejeitado sua família, amigos e a própria saúde.
Em Galileu, o diretor Joseph Losey (O Mensageiro, O Criado), ele mesmo no exílio devido à lista negra de Holywood, cria um retrato comovente como poucos da descoberta, da heresia, do compromisso e do exílio. Nem covarde, nem herói, o Galileu de Brecht revela a face humana conturbada da luta entre ciência, governo e religião.
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Demais! não conhecia tão bem a vida do Galileu, que cara!
e o topol mandou muito no personagem!
recomendado!
Minha satisfação ao ver esta produção foi o carisma incontestável de Topol ❤
Dá pra reparar que a gangue catolica, ops, igreja católica está com menos poder que antigamente.
Uma das minhas peças favoritas de Brecht, em uma boa adaptação para o cinema. Rende ótimos debates em várias áreas.
A peça de Bertolt Brecht, cuja estréia em 1947 nos U.S.A. foi encenada pelo diretor Losey, se transformou em um filme modesto mas satisfatório de um modo geral, especialmente pelas atuações. Topol é brilhante como Galileu Galilei, o cientista cujas teorias do universo confundem a Igreja da época, e os atores coadjuvantes são excelentes. Uma produção do American Film Theatre.
"Triste é o país que depende de heróis."