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Data de lançamento
22 Março 1996Duração
Jovem atriz (Theresa Randle) tenta fazer carreira em Nova York, mas quando o dinheiro e o trabalho se tornam escassos ela arruma um emprego em uma empresa de sexo por telefone. Ela sabe criar tão bem as fantasias dos seus clientes que logo é garota que recebe mais ligações na firma. Inicialmente ela é seduzida pelo dinheiro mas em pouco tempo tudo muda, quando esta situação foge do seu controle.
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- as coisas que as pessoas tinham que se submeter pra dar uma aliviada antes da invenção da internet
- bom filme, trás boas discussões, tem um ritmo legal e grandes participações especiais
- mas não aprofunda, nunca passa o patamar do bom
- diverte com as cenas inusitadas e exageradas, o que acaba ofuscando os pontos de reflexão que propõe
Mais uma excelente trilha sonora de um filme do Spike Lee nos anos 90m, não sabia que a foi as músicas eram do Prince, fiquei sabendo lendo os comentários, não está no top 5 do Spike, mas tem boia aura como todos os filmes dele, eles tem sempre algo para nos ensinar ou recordar...
Desde que lançaram no cinema que me lembro de ter curiosidade de ver esse filme. Por causa principalmente do tema, a ideia de explorar esses serviços de telessexo que foram uma praga nos anos 90. Porém foi um filme que ficou meio esquecido com o tempo. Acabei resgatando a lembrança ao ler um ensaio da Bell Hooks sobre esse filme em seu livro "Cinema Vivido: Raça, Classe e Sexo nas Telas".
Enfim, apesar da ideia ser boa, o filme até entrega muitos questionamentos interessantes sobre sexualidade, sobre racismo(sem ser efetivamente um filme sobre discussáo de raça igual aos anteriores de Spike Lee), sobre feminilidade.
Porém ele parece estar sempre tateando na busca da melhor forma de abordar tos assuntos nunca parece ter total segurança do que está oferecendo.
A boa participaçao do Quentin Tarantino logo no inicio como uma versáo ficcional dele mesmo, parece ser uma forma de começar essa discussáo de até onde a protagonista aceita chegar para conseguir o que ela quer, mas o roteiro nao parece nunca ter certeza de seu ponto.
Quando ele pontua sobre a representaçao negra na mídia ele é bem menos assertivo que no posterior A Hora do SHow.
Enfim, ficou devendo muito.
Ah, de se pontuar as diversas participaçoes de famosos dos anos 90, o já citado Quentin Tarantino, Madonna, Naomi Campbell e atores da panelinha de Spike Lee como Michael Imperioli e John Turturro.
“Girl 6” tinha tudo pra ser nada menos que fenomenal, mas a caracterização que deram a personagem colocou quase tudo a perder, uma vez que a Judy parece está completamente confortável com a sua vida, enquanto o roteiro insiste em tentar mostrar o contrário.
(assistido na mostra “Madonna - Ícone Pop”, produção da Saraguina Filmes, no Caixa Cultural RJ)
"Garota 6 (1996)" não é muito eficiente na comédia, mas em questão de drama e desenvolvimento de personagem, fizeram um ótimo trabalho. A protagonista é carismática e ela tem atitudes equivocadas, o que a torna humanizada... é fácil de se simpatizar por ela. Em alguns pontos, o roteiro deixa a desejar, como na questão da menina que sofreu acidente e dos clientes problemáticos que a protagonista encontra, acho que dava pra explorar melhor. Mas pelo menos, tem boas sacadas envolvendo racismo, assédio e sexualização das mulheres. Gostei muito das participações da Madonna e do Quentin Tarantino, foi uma surpresa ver eles aqui, pena que foi tudo muito rápido. A trilha musical é um ponto que merece todos os elogios possíveis, já quero procurar pra ouvir depois.
Assisti no dia 06/06/23