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Num belo fim de semana, duas amigas se reencontram após um longo período afastadas. Elas dividiam um apartamento quando eram estudantes em Londres, nos anos 80, e tinham muitos amigos em comum. Através de uma série de flashbacks àqueles verdes anos, o filme fala das mudanças ocorridas no período - uma história que envolve sexo, juventude e memórias.
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- apesar de fora do convencional, entrega uma história muito interessante sobre amizade
- o que pode afastar o espectador é a estranheza dos personagens
- um pouco desnecessário todos serem tão excêntricos, mas a trama e os diálogos interessantes compensam
Bem ao estilo britânico, à la Mike Leigh (com o nível mínimo da acidez típica do diretor), esse é o equivalente à trilogia "Before" nos filmes de amizade de longa data.
Não acho que os flashbacks sejam exagerados e nem que as atuações contidas neles sejam over the top, porque, no mundo de reencontros que tentam (sempre espontaneamente, se não não tem graça) recuperar a intimidade e a intensidade de uma relação (seja amorosa ou amistosa) entre duas pessoas, é sempre assim que nos enxergamos: não exatamente com arrependimento, mas como pessoas inconsequentes, ainda que não seja uma visão 100% realista. Se olha para o passado com um ar de página virada, porque as primeiras tomadas de decisão quando se conhece alguém são sempre prematuras, e quando as pessoas amadurecem, tendem a achar que são muito mais sábias agora, então a visão sempre será distorcida. Sair de casa e sociabilizar significa performar um estado de espírito que pode ou não ser seu. Aqui, as duas protagonistas são vistas em momentos de rebeldia, com doses de sarcasmo e cinismo (ainda que sempre em um tom doce e um pouquinho melancólico), mais ou menos como os inúmeros pôsteres colados em paredes de quarto, a trilha sonora e as citações a The Cure (bem na época do "Wild Mood Swings", propaganda imprevisível de um álbum subestimado) dão a entender.
O contraste entre passado e presente é necessário para saber onde as duas amigas estavam e onde elas chegaram.
O final é lindo, e o fato de se passar em uma plataforma de trem só comprova a teoria de que qualquer despedida cinematográfica fica mais emocionante se tiver uma viagem de trem envolvida.
Filme muito bom especialmente pela Hannah, mas que essa tradução do título é triste é haha
Drama britânico um tanto estranho, valorizado pelas ótimas atuações das duas atrizes principais. O forte são os diálogos. Assisti na Bandeirantes no início dos anos 2000, época que a emissora ainda valorizava o cinema e ainda exibia produções europeias.
Gostei do filme, mas o excesso de personagens excentricos me incomodou um pouco, assim como o tom teatral nas cenas do passado.