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Sinopse
Pai (Totò) e filho (Ninetto Davoli), ambos trabalhadores proletários, empreendem uma viagem, acompanhados e orientados pelas ideias marxistas de um corvo falastrão. Parábola ferina de Pier Paolo Pasolini sobre o universo dos marginalizados.
Uccellacci e Uccellini 1966 no Brasil Gaviões e Passarinhos é o primeiro filme de Pier Paolo Pasolini que eu vejo e eu esperava bem mais; talvez pelo peso do nome e pela fama de ser uma obra importante dentro da filmografia dele. Eu achei que começou bem, me prendeu com aquela proposta quase fabulesca, simples na superfície, mas depois ficou um tanto confuso, como se a narrativa deliberadamente se recusasse a seguir um caminho tradicional. Não entendi muito bem a história — ou a falta dela —, e até a parte política, que claramente está ali como espinha dorsal do filme, para mim não foi tão clara como eu esperava ou talvez como devesse ser, já que Pasolini costuma ser direto nas provocações ideológicas, mesmo quando usa metáforas e alegorias.
Assim como Pasolini, é o primeiro filme que vejo de Totò, e deu para perceber pelos trejeitos, pelo timing e pela presença em cena que ele realmente deve ter sido o grande comediante de que tanto se fala, considerado por muitos o maior da Itália. Mesmo quando eu não estava totalmente envolvido com o que o filme queria dizer, ele ainda chamava atenção com sua expressividade e com a forma como equilibra o cômico e o melancólico. Ainda assim, para mim, o conjunto não funcionou como deveria. Vou ver mais filmes de ambos para poder opinar com mais clareza e ter certeza de tudo isso, porque sinto que talvez seja um caso de expectativa desalinhada ou até de falta de repertório da minha parte diante da proposta.
Por enquanto, esse não conta: achei bem fraco e, apesar de ser curto, para mim soou mais longo do que deveria, como se a experiência tivesse se estendido além do meu envolvimento com ela.
O filme começa muito bem com a sua memorável abertura onde os créditos iniciais são anunciados de forma cantada. Seguem se algumas passagens inspiradas e divertidas. Só que em algum momento a história se perde. Ou melhor dizendo, parece não haver mais história. Seu conteúdo político e filosófico se dilui no caos que domina a narrativa. Dos trabalhos de direção de Pasolini que eu conheci esse foi o mais fraco que eu vi até agora. As melhores coisas do filme acabam sendo mesmo a genial abertura e a grande atuação de Totó como o protagonista.
Uccellacci e Uccellini 1966 no Brasil Gaviões e Passarinhos é o primeiro filme de Pier Paolo Pasolini que eu vejo e eu esperava bem mais; talvez pelo peso do nome e pela fama de ser uma obra importante dentro da filmografia dele. Eu achei que começou bem, me prendeu com aquela proposta quase fabulesca, simples na superfície, mas depois ficou um tanto confuso, como se a narrativa deliberadamente se recusasse a seguir um caminho tradicional. Não entendi muito bem a história — ou a falta dela —, e até a parte política, que claramente está ali como espinha dorsal do filme, para mim não foi tão clara como eu esperava ou talvez como devesse ser, já que Pasolini costuma ser direto nas provocações ideológicas, mesmo quando usa metáforas e alegorias.
Assim como Pasolini, é o primeiro filme que vejo de Totò, e deu para perceber pelos trejeitos, pelo timing e pela presença em cena que ele realmente deve ter sido o grande comediante de que tanto se fala, considerado por muitos o maior da Itália. Mesmo quando eu não estava totalmente envolvido com o que o filme queria dizer, ele ainda chamava atenção com sua expressividade e com a forma como equilibra o cômico e o melancólico. Ainda assim, para mim, o conjunto não funcionou como deveria. Vou ver mais filmes de ambos para poder opinar com mais clareza e ter certeza de tudo isso, porque sinto que talvez seja um caso de expectativa desalinhada ou até de falta de repertório da minha parte diante da proposta.
Por enquanto, esse não conta: achei bem fraco e, apesar de ser curto, para mim soou mais longo do que deveria, como se a experiência tivesse se estendido além do meu envolvimento com ela.
Assistido em 26/02/2026
O filme começa muito bem com a sua memorável abertura onde os créditos iniciais são anunciados de forma cantada. Seguem se algumas passagens inspiradas e divertidas. Só que em algum momento a história se perde. Ou melhor dizendo, parece não haver mais história. Seu conteúdo político e filosófico se dilui no caos que domina a narrativa. Dos trabalhos de direção de Pasolini que eu conheci esse foi o mais fraco que eu vi até agora. As melhores coisas do filme acabam sendo mesmo a genial abertura e a grande atuação de Totó como o protagonista.
Se todo crédito de abertura fosse como desse filme, o mundo seria um lugar melhor.
Um dos melhores do Pasolini
Uma Comédia com lances surreais mostrando bem o posicionamento político de Pasolini ,mas sem carregar tanto nas tintas.