Pessoas vêm. Pessoas vão. Nada nunca acontece. Isso é o que acredita o Dr. Otternschlag, anfitrião de um dos melhores hotéis de Berlim. Mas o aristocrata arruinado Baron Felix von Geigern, o balconista terminantemente doente Otto Kringelein, o cruel magnata Preysing, a belíssima e intrigante taquígrafa Flaemmchen e a linda e triste bailarina Grusinskaya chegam ao Grand Hotel para provar o contrário.
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14.06.2026
Quão cruel foi para esta obra-prima ter recebido o único Oscar para o qual foi indicado, e ficar refém de uma premiação que não faz jus à sua magnificência...
Trata-se de um experimento de "filme de arte", nos primórdios da configuração hollywoodiana: acho que somente com o surgimento de Robert Altman, este tipo de abordagem tramática voltou a ser tão magistralmente aplicada. Tudo neste clássico impressiona: a direção de arte minuciosa, a fotografia deslumbrante, o elenco dos sonhos. Sofro junto à bailarina Grusinskaya e torço para que Flaemmchen e Kringelein consigam recomeçar a vida. Por motivos evidentes, identifico-me com o barão, e com a segunda chance ofertada mas logo extirpada. Impressiono-me com o desempenho de Wallace Beery, bastante diferente do que ele fez em O CAMPEÃO, provando que, sim, podia ser uma pessoa insuportável, mas um monstro da interpretação. E a direção é incrível!
Tinha visto este filme, pela primeira vez, há mais de vinte anos, e ficado deslumbrado, mas pensei que este fascínio n]apo sobrevivesse ao tempo. Numa revisão, em grupo, o debate posterior à sessão parecia um daqueles encontros de adolescentes, em que todos apressavam-se para descrever as suas cenas favoritas. Foi bonito demais: espero, um dia, ver este filmaço devidamente reconhecido pelos pesquisadores, filósofos cinematográficos e exegetas. Obra-prima, insisto! (WPC>)
Pra mim a cena mais bonita desse filme acontece no quarto do Kringelein após a morte do barão von Geigern, ele e a Flaemmchen refletindo sobre a tragédia que aconteceu, os dois chorando a morte do amigo, o apoio mútuo entre os dois, eles tentando juntar os cacos e seguir em frente, afinal a vida continua. É nesse momento que o Kringelein decide que ele vai continuar vivendo. Fiquei triste com o final do cachorro do barão, mas na minha cabeça após ele ser jogado na rua alguém o adotou logo em seguida, talvez alguém que conheceu o barão, já que ele era tão querido por todos.
- recheado de nuances e camadas
- uma história que parecia ser enfadonha consegue conquistas pelos personagens e suas vivências
- de longe o kringelein é o que mais rouba a cena, tadinho. realmente espero que tenha se curado
Um filme despretensioso que eu gostei muito! Com grande elenco e um roteiro nada exepcional mas com personagens cativantes. Como o barão (que interliga todos os outros de certa forma) e Kringelein que são os dois que eu mais simpatizei a humildade de ambos, amizade e compaixão, principalmente do barão com o Kringelein
que até então não tinha amigos, era um homem invísivel na sociedade, apenas mais um operário.
Joan Crawford (que está excelente) e Greta Garbo juntas no mesmo filme
e não contracenando. O que muitas vezes acontece na vida real, pessoas tão próximas mas que as vezes nem se cruzam, ou se cruzam e não percebem. É muito complexo.
Fiquei triste pela morte do Barão, achei que teria alguma reviravolta. Pelo menos aquele verme do Preysing foi preso e Kringelein pode ter uma boa vida, ou um final de vida bom.
Senti falta de um final feliz para o Barão e suas dívidas, certamente era um bom homem e todos gostavam dele. Se tivesse conseguido se livrar dessa talvez ficaria com a Grusinskaya e Kringelein seria amigo do casal num possível churrasco de domingo. Quem sabe até ficando com a Flaem no final de tudo... enfim, no cinema e na vida, tudo é possível.