Com a morte do pai, a camponesa Lily vai viver com sua tia em Berlim. Lá, conhece o escultor Richard Waldow e ambos se apaixonam. Entretanto, o benfeitor de Richard, Barão von Merzbach, deseja casar-se com ela e compra a aquiescência da tia enquanto convence Richard que ele é incapaz de dar uma vida digna a Lily. Surpresa e desiludida com a fraqueza de Richard, Lily aceita o casamento. No castelo do barão, ela refina sua educação e tem tudo que quer, porém não é feliz.
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E o filme menos lembrado da diva Marlene Dietrich, os olhos dela dançam em muitas de suas cenas, e o sofisticado diretor Rouben Mamoulian, sabiamente tira tudo o que pode dela, com uma moda interessante e tomadas certeiras.
Mamoulian, diretor de filmes classudos como O Médico e o Monstro (1931), Rainha Christina (1933), e Sangue e Areia (1941), mostra sua destreza aqui também nesse filme.
O enredo deste filme é bem simples, mas uau, Marlene Dietrich está fantástica no papel principal, alcançando através da contenção uma imponência alcançada em seus filmes anteriores, e tem aqui ao meu ver sua melhor atuação desde O Anjo Azul, precisa ser revisto e redescoberto.
Curioso como é um filme que se fosse uma produção atual não teria nada demais em seus elementos, mas como produção dos anos 1930 adquire contornos extremamente eróticos. Coisas simples como um retirar de meia-calça visto sob uma sombra soam como algo que por muito pouco não foi censurado.
Nota: 7.2.
Após quatro filmes com Sternberg em Hollywood, Dietrich estrelou seu primeiro filme, sendo dirigida por outro diretor, Rouben Mamoulian, no caso. Após ver esse filme, digo que foi uma experiência feliz. Esse filme é um vislumbre de como a carreira de Dietrich sobreviveria sem o seu mentor. Mamoulian sabia explorar o rosto das atrizes que dirigia e aqui não seria diferente. Ao perceber que estava diante de uma entidade (não estou exagerando), Mamoulian usou o quanto pôde planos fechados do rosto de Dietrich e esse é um dos maiores pontos do filme. O filme possui uma história muito boa a meu ver e que foi conduzida com maestria tanto por Mamoulian na direção, quanto por Dietrich em sua atuação. Era até então um filme bem raro e obscuro na filmografia de Dietrich. Ele acabou sendo engolido pelos filmes realizados pela atriz e Sternberg, antes e após ele. Feliz que esse filme agora possa ser assistido e conhecido.
Visual estilizado, bom texto, ótimas atuações, Dietrich arrasando na interpretação de Johnny...