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Data de lançamento
5 Set. 2006Duração
Dwayne 'The Rock' Johnson estrela este emocionante filme baseado em uma história verídica sobre um grupo de adolescentes delinquentes que conseguiram uma segunda chance de transformar suas vidas através do futebol americano. Sean Porter é um frustrado oficial de justiça criminal de adolescentes. A maior parte dos jovens de seu campo de detenção volta para a prisão quando são soltos ou morrem de forma violenta quando voltam às ruas. Com o intuito de fazer diferença na vida destes jovens, ele e seu colega de trabalho Malcolm Moore colocam em prática um plano para ensinar disciplina e responsabilidade através do futebol americano. E com somente 4 semanas antes da temporada começar, Porter precisa vencer diversos obstáculos para conseguir treinar um time forte à altura da competição. Esta temporada vai testar a mente, o espírito e o físico dos jogadores ao mesmo tempo em que Porter tenta ensinar a eles princípios de boa conduta, força de vontade e respeito aos outros.
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Em Gridiron Gang (2006), lançado no Brasil como A Gangue Está em Campo, eu posso dizer sem exagero: é um filmaço, mano. Um daqueles filmes que vão muito além do esporte e usam o futebol americano como ferramenta para falar de disciplina, pertencimento, escolhas e, principalmente, segundas chances.
O filme é baseado em fatos e isso faz toda a diferença no impacto da história. A narrativa se inspira no programa criado por Sean Porter, um agente do sistema de detenção juvenil do Kilpatrick Detention Center, em Los Angeles. Na vida real, Porter decidiu formar um time de futebol americano com jovens infratores para ensinar valores como responsabilidade, trabalho em equipe e respeito às regras, algo que o sistema tradicional falhava em oferecer. Muitos daqueles garotos vinham de gangues rivais, históricos violentos e famílias desestruturadas, e o esporte acabou funcionando como uma ponte entre a punição e a reabilitação. O próprio filme reforça isso no final, ao mostrar imagens e informações dos personagens reais, o que emociona bastante ao lembrarmos das cenas que acabamos de assistir e percebermos que aquilo tudo não é apenas ficção.
Dwayne Johnson entrega uma atuação muito sólida como Sean Porter, e aqui ele prova mais uma vez por que ele é foda. The Rock está longe de ser apenas um brutamontes carismático: ele consegue equilibrar firmeza, empatia e vulnerabilidade, mostrando um homem que acredita genuinamente naqueles jovens mesmo quando ninguém mais acredita. A cada filme que vejo dele, mais respeito eu tenho pelo ator, e esse papel é um dos que melhor exploram seu lado dramático.
O elenco jovem é um dos grandes acertos do filme, porque cada personagem tem sua própria história desenvolvida, nem que seja um pouco, o suficiente para que a gente se importe. Willie Weathers (Jade Yorker) representa o garoto talentoso, mas impulsivo, que precisa aprender a controlar a raiva para não desperdiçar tudo. Junior Palaita (Setu Taase) carrega o peso da liderança e do conflito entre gangues, sendo um dos personagens mais complexos emocionalmente. Kenny Bates (Trever O’Brien) simboliza o potencial desperdiçado e o quanto escolhas erradas podem custar caro, enquanto Leon Hayes (Mo McRae) traz uma presença mais dura, quase intimidadora, refletindo a realidade de muitos daqueles jovens que já chegam quebrados pelo sistema.
Personagens como Kelvin Owens (David V. Thomas) e Donald Madlock (James Earl II / James Earl Jones) também ajudam a compor esse mosaico humano, mostrando diferentes reações ao mesmo ambiente: alguns resistem, outros se entregam, e alguns realmente tentam mudar. Já Bug Wendal (Brandon Smith IV), mesmo sendo um personagem menor e ainda uma criança, acaba sendo um dos mais marcantes justamente por sua inocência e carisma.
A atuação de Brandon Smith IV é sincera e tocante, o que torna tudo ainda mais doloroso quando lembramos de seu destino.
Também vale destacar a participação de Xzibit como Malcolm Moore, pequena, mas muito competente. Ele traz credibilidade ao papel, funcionando como um contraponto mais pragmático ao idealismo de Sean Porter, sem nunca soar forçado ou caricato.
É impossível não ficar triste ao saber que alguns daqueles jovens tiveram finais trágicos na vida real, o que reforça o peso social da história. Mas, de todos, o que mais me deixou chateado foi o destino do Bug, que foi morto a tiros em Compton. Era justamente dele que menos se esperava esse tipo de fim. A gente até imagina que alguns personagens mais problemáticos possam seguir esse caminho, mas não ele, ainda tão novo, tão deslocado daquela violência toda. Esse choque final só reforça o quanto o filme é honesto ao mostrar que nem toda história de redenção tem um final feliz.
No fim das contas, A Gangue Está em Campo é um filme emocionante, humano e necessário. Ele não romantiza o crime, não simplifica o problema e não promete soluções mágicas. Mostra que, às vezes, uma única oportunidade, por menor que seja, pode mudar uma vida —
e que, infelizmente, nem todos conseguem escapar a tempo.
Assistido em 14/12/2025
O filme é vagamente baseado na história real do time de futebol americano Kilpatrick Mustangs, formado em 1990 por delinquentes de um centro de detenção juvenil de Los Angeles.
Geralmente dramas esportivos não se destacam por serem muito inovadores, sempre usando basicamente a mesma fórmula de superação de dificuldades através do esforço e dedicação.
E este filme não é diferente, tudo é muito previsível e feito sob medida para causar a resposta emocional desejada no público. Mas apesar disto o filme cumpre bem seu objetivo ao passar as mensagens que se propõe com eficiência.
Além disso as cenas das partidas de futebol americano são bem executadas e realistas. E ainda vale destacar que o esforçado The Rock mesmo em início de carreira não decepciona, com uma atuação bastante convincente no papel de treinador/inspetor casca grossa.
O desfecho emocional revela o destino dos ex-jogadores dos Mustangs após suas passagens pelo programa de reabilitação. Também são exibidas durante os créditos finais algumas cenas do documentário "Gridiron Gang" de 1993, com as pessoas que inspiraram os personagens do filme.
Não tinha assistido esse filme do Dawayne The Rock Johnson e gostei da atuação do The Rock interpretou muito bem o treinador de furebol americano que conseguiu reabilitar alguns presos através do esporte. E foi baseado numa história real então podemos ver uma boa história contado na tela. The Rock sempre vai bem nos filmes de ação e nesse ele se destacou positivamente. No começo do filme aborda a violência nas ruas e a guerra das gangues onde um deles vê a morte de um primo de forma trágica. Transtornado chega em casa e vê o padastro batendo na sua mãe e resolve matar o mesmo. Vai preso é encaminhado para prisão num setor de reabilitação de presos. The Rock vê potencial nele e em outros presos que ele acha que vai poder mudar suas personalidades através do esporte. É um bom filme onde mostra que a perseverança, confiança e ter garra é possível vc mudar mesmo com tudo contra. Nem todos conseguem mas os que conseguiram deram a volta por cima!!!
Bom filme, relata uma realidade dos nossos dias e bem evidente, vê-se bem
Emocionante e inspirador.