A família Altun vive num pequeno vilarejo na região sudeste da Turquia, considerado no passado por seus moradores como o verdadeiro paraíso na terra. Entretanto, o agravamento de uma guerra na região torna o cotidiano dos aldeões um verdadeiro inferno diário, obrigando-os a se deslocarem em busca de uma nova vida. Enquanto a maior parte da família ruma para Istambul, a outra emigra para viver na Noruega. O debilitado patriarca Haydar, seus filhos Mamo, Ramo, Kadri, sua nora Havar e seus 6 netos fixam residência na capital turca, onde seus tradicionais costumes confrontam-se com os hábitos da vida moderna, fazendo florescer e agravar antigos dramas pessoais e familiares.
Ao norte norueguês, Davut, sua esposa Güllistan e seus dois filhos vivem a angústia da clandestinidade ao mesmo tempo em que buscam apagar as cicatrizes deixadas pela guerra em suas vidas.
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Excelente!!! Recomendo!!!
soco no estomago!
Filme excelente recheado de histórias fortes,
Amei!!! O 2º filme turco que assisto e me encanto (1º Sono de Inverno). Uma história forte de amor, de sofrimento e de superação muito bem retratada. As relações familiares e o respeito são um dos pontos admiráveis nessa história, apesar dos preconceitos e da mente limitada aquilo que conhecem.
Cenas lindas, engraçadas e tocantes.
As cenas da espera pela notícia do nascimento do filho ou da filha.
Mãe ajoelhada, chorando, olha para cima, para o filho. A dor dela. Os irmãos ao se encararem.
Quando o “gay” leva um soco do seu irmão e caí no prato de leite que se mistura com sangue.
A cena da máquina de lavar. Eles admirando e tentando entender.
As cenas dramáticas, mesmo parecendo demais, mas muito bonitas: do pai correndo quando levaram suas filhas e do irmão “gay” que tira a roupa, a peruca e depois morre olhando para o sol nascendo.
As cenas do pai implorando para ficar na Noruega e da mãe correndo ao ver o filho com a prótese são muito emocionantes
E vários diálogos ricos de reflexão.
- Como vão as coisas na Turquia, Davut?
- Não há nada além de pobreza, guerra e derramamento de sangue.
- Não se pode esperar que o povo viva em paz quando os líderes estão sempre em guerra. Havia um ditado: “O que a congregação fará se o seu líder peidar?”. Eles só se preocupam consigo mesmos. O que as pessoas que morreram na Turquia fizeram? Quase 45 mil morreram. Pelo amor de Deus! Quem são essas pessoas?
- Somos nós que morremos e que matamos. Não tenho mais esperanças, Nedim. Não dá para entender aquele lugar a não ser que more lá.
- Enquanto países imperialistas continuarem assim, enquanto continuarem ganhando dinheiro com guerras, elas nunca terminarão.
- Ninguém pensa nas mães e nos pais.
É muito doído!