Completamente derrotado em sua carreira, um artista busca encontrar forças para seguir em frente. Através de uma jovem, que pode ser sua filha, ele consegue desenvolver um projeto que muda seu destino.
Durante o filme, as homenagens reiteradas ao teatro não me faziam pensar em Bergman (por ordem de entrada em cena, percebi ecos de O RITO, das cenas teatrais ao ar livre de O SÉTIMO SELO, e de DEPOIS DO ENSAIO). Entretanto, a influência estrangeira que me pareceu mais comparável ao estilo do Capovilla neste filme é, sem dúvida, João César Monteiro. Em mais de um sentido, o filme lembra RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA. Porém, a brasilidade do filme é inequívoca: nunca tinha visto nada do diretor (mas amanhã mesmo eu corrijo isto, conferindo finalmente O PROFETA DA FOME) e não conhecia o livo do João Gilberto Noll que deu origem ao filme (mas já fiz questão de encomendá-lo pela Internet), de modo que gostei bastante do que vi, emocionei-me com o final, gostei deveras das reviravoltas e ciclos da trama, identifiquei-me projetivamente na velhice ativa do Paulo César Peréio e, se não apreciei o filme ainda mais, é porque, em minha opinião, a má atuação de Patrícia Libardi é prejudicial. Sorte que ela não passa muito tempo em cena, apesar de sua personagem ser fundamental. Seja como for, uma belíssima homenagem ao teatro: que belíssimo desfecho, repito! (WPC>)
O filme é bem teatral, com diálogos e monólogos longos e poucos cenários. Tem que ter saco pra aguentar até o final.
Durante o filme, as homenagens reiteradas ao teatro não me faziam pensar em Bergman (por ordem de entrada em cena, percebi ecos de O RITO, das cenas teatrais ao ar livre de O SÉTIMO SELO, e de DEPOIS DO ENSAIO). Entretanto, a influência estrangeira que me pareceu mais comparável ao estilo do Capovilla neste filme é, sem dúvida, João César Monteiro. Em mais de um sentido, o filme lembra RECORDAÇÕES DA CASA AMARELA. Porém, a brasilidade do filme é inequívoca: nunca tinha visto nada do diretor (mas amanhã mesmo eu corrijo isto, conferindo finalmente O PROFETA DA FOME) e não conhecia o livo do João Gilberto Noll que deu origem ao filme (mas já fiz questão de encomendá-lo pela Internet), de modo que gostei bastante do que vi, emocionei-me com o final, gostei deveras das reviravoltas e ciclos da trama, identifiquei-me projetivamente na velhice ativa do Paulo César Peréio e, se não apreciei o filme ainda mais, é porque, em minha opinião, a má atuação de Patrícia Libardi é prejudicial. Sorte que ela não passa muito tempo em cena, apesar de sua personagem ser fundamental. Seja como for, uma belíssima homenagem ao teatro: que belíssimo desfecho, repito! (WPC>)