Dirigido por
Duração
Três jovens de vinte anos amam beber vinho e paquerar as mulheres, mas ainda são virgens. Sob o pretexto de conhecer as vinícolas espanholas, eles embarcam em uma viagem com um objetivo definido: perder a virgindade. E nada os impedirá, nem mesmo suas deficiências físicas: um deles é cego, o outro está confinado a uma cadeira de rodas e o terceiro é paraplégico.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
O grande mérito desta obra, e a total liberdade de construção em cima do lado humano, sim, humanizando os deficientes, que muitas vezes são vistos como cristais que podem se quebrar a qualquer momento, e a única coisas que muitos querem e apenas sentir o que todo jovem de sua idade sente, raiva, desejo, alegria, ranço, egoísmo...ou seja pacotes de coisas boas e ruins..mas viver e sentir..
O filme vai se construindo justamente na quebra desses paramentos de uma forma divertida, o humor e fraco, mas o contexto e divertido, sem ser apelativo, de uma sensibilidade impar, o lance do joseph e claude, expõe outro tipo de deficiências..
Claude é uma peça fundamental na liga dessa aventura, que personagem incrível, tai um tipo de filme que tenho absoluta certeza que o cinema americano estragaria com sua pieguice dramática e sua politica wok, graças que ainda temos um cinema livre dessa maldição .
"Sua deficiência é o seu ex"
À primeira vista tive muita antipatia pelos dois jovens protagonistas; Phillip e Lars. São garotos mimados, superficiais e muitas vezes irritantes. O modo que Phillip trata Claude é insensível, e ele demonstra a mesma falta de tato com os amigos. Lars do nada começa a fazer birra com um grupo de turistas no passeio na vinícola, uma agressão totalmente gratuita, se tivesse apanhado, seria bem merecido. Depois entendi o porquê dessas personagens serem irritantes, é uma humanização. Na visão capacitista, inclusive de pais de crianças com deficiência, PCDs são referidos como "anjos", enquanto são pessoas como outras quaisquer, podem ser egoístas, mimadas, cruéis e insensíveis, por que não? O estereótipo da pessoa com deficiência como altruísta e benevolente, quase angelical, é uma desumanização preconceituosa. Retratar os garotos como desagradáveis, como muitos jovens o são, foi o grande acerto do filme, que não apela para a vitimização, para que nos apiedemos dos jovens, nem os faz supra-humanos de moralidade ilibada.
A capa é apelativa, mas o filme... Também! Só não aos mesmos apelos!
É engraçado, sensível e com personagens marcantes.
Que belíssima comédia dramática, sensível e sem clichês, dei risada, chorei e me senti muito envolvido com os personagens. Americanos, aprendam como se faz uma comédia sobre a perda da virgindade!