Joe Davis é um ator desempregado em busca do estrelato, para isso se aproxima de um ex-estrela hollywoodiana decadente e bem mais velha do que ele. Um romance entre ele, mãe e filha desencadeia ciúmes, loucura e um plano de assassinato.
Talvez a beleza do Joe Dallesandro tenha me impulsionado a ver a trilogia inteira? Sim, não vou ser hipócrita. É ÓBVIO que o cara chama atenção e é mais óbvio ainda que isso é usado como trunfo. PORÉM, algo que estes 35 anos de vida e de imersão em mim me trouxeram foi a capacidade de ver as coisas para além da mera sexualização.
Talvez, se eu tivesse assistido há alguns anos, seria outra experiência. Mas hoje em dia, com a mente mudada, não deu pra engolir. Enaltecer uma trilogia inteira só por causa da beleza caucasiana do Joe Dallesandro é demais pra minha cabeça.
Sim, "Flesh" é história, um clássico dos filmes underground dos anos 60/70. Um filme artístico, sem dúvida. Mas é monótono e cansativo.
Sim, "Trash" é mais pesado que o primeiro e areanha uma trama mais "profunda". Mas sem uma atuação pujante que convença.
Sim, "Heat" ousa ser polêmico. Mas é incapaz de trazer uma linha de amadurecimento do personagem que justifique os três filmes.
Quando uma trilogia dita aclamada tem tantos "mas" e é lembrada mais pela beleza do ator do que pela trama, eu acredito, na minha opinião fecal, que há algo de errado.
E com Heat eu termino a trilogia do Paul Morrissey. Flesh, o primeiro filme, é o melhor dos três. Trash é o mais pesado e perturbador. Heat é bom e só isso.
O Joe é um interesseiro e pervertido, parece não ligar muito com nada ao seu redor, aquele tipo que vai ficando até ver se dar pra tirar algo bom da situação.. A Mãe é uma estrela decadente que se apaixona por Joe,criando um relação de carência e dependência emocional...Parece que pra ela não importa
se ele interesseiro ou se não é fiel a ela, ela quer ele mesmo assim.
A filha segue a mesma linha da mãe, tem um desequilíbrio emocional, parece meio bipolar também, vive as custas da mãe, não tá nem ai pro filho e tem uma risada sem sentido totalmente irritante... Não crie expectativas quanto ao filme.. A sinopse realmente chama atenção mas acreditem, não vai nada muito além...
Tipica obra de Morisey que todos sabem fez especialmente para seu ator predileto. Bebe na fonte direta de "Crepúsculo dos Deuses" em sua premissa, mas ousa no erotismo, diálogos chulos e algumas cenas bizarras.No mais, o clima setentista ajuda a segurar a sessão já que não tem nada de novo e nem tão escandaloso.
Talvez a beleza do Joe Dallesandro tenha me impulsionado a ver a trilogia inteira? Sim, não vou ser hipócrita. É ÓBVIO que o cara chama atenção e é mais óbvio ainda que isso é usado como trunfo. PORÉM, algo que estes 35 anos de vida e de imersão em mim me trouxeram foi a capacidade de ver as coisas para além da mera sexualização.
Talvez, se eu tivesse assistido há alguns anos, seria outra experiência. Mas hoje em dia, com a mente mudada, não deu pra engolir. Enaltecer uma trilogia inteira só por causa da beleza caucasiana do Joe Dallesandro é demais pra minha cabeça.
Sim, "Flesh" é história, um clássico dos filmes underground dos anos 60/70. Um filme artístico, sem dúvida. Mas é monótono e cansativo.
Sim, "Trash" é mais pesado que o primeiro e areanha uma trama mais "profunda". Mas sem uma atuação pujante que convença.
Sim, "Heat" ousa ser polêmico. Mas é incapaz de trazer uma linha de amadurecimento do personagem que justifique os três filmes.
Quando uma trilogia dita aclamada tem tantos "mas" e é lembrada mais pela beleza do ator do que pela trama, eu acredito, na minha opinião fecal, que há algo de errado.
E com Heat eu termino a trilogia do Paul Morrissey. Flesh, o primeiro filme, é o melhor dos três. Trash é o mais pesado e perturbador. Heat é bom e só isso.
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O Joe é um interesseiro e pervertido, parece não ligar muito com nada ao seu redor, aquele tipo que vai ficando até ver se dar pra tirar algo bom da situação..
A Mãe é uma estrela decadente que se apaixona por Joe,criando um relação de carência e dependência emocional...Parece que pra ela não importa
se ele interesseiro ou se não é fiel a ela, ela quer ele mesmo assim.
A filha segue a mesma linha da mãe, tem um desequilíbrio emocional, parece meio bipolar também, vive as custas da mãe, não tá nem ai pro filho e tem uma risada sem sentido totalmente irritante...
Não crie expectativas quanto ao filme.. A sinopse realmente chama atenção mas acreditem, não vai nada muito além...
Tipica obra de Morisey que todos sabem fez especialmente para seu ator predileto. Bebe na fonte direta de "Crepúsculo dos Deuses" em sua premissa, mas ousa no erotismo, diálogos chulos e algumas cenas bizarras.No mais, o clima setentista ajuda a segurar a sessão já que não tem nada de novo e nem tão escandaloso.