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Data de lançamento
16 Maio 2004Duração
Neste longa-metragem produzido para a TV norte-americana, o caso mais chocante e marcante de serial killers que aconteceu nos EUA na década de 60 é reconstituído com roteiro baseado em livro escrito por Vincent Bugliosi e Curt Gentry. No caso, trata-se dos assassinatos cometidos por Charles Manson (Jeremy Davies) e seu grupo de seguidores. Linda Kasabian (Clea DuVall) é uma jovem mãe que, fugindo com seu bebê em uma Los Angles dos anos 60 imersa na cultura hippie, encontra Manson, um carismático aspirante a músico que viaja com um grupo de amigos os quais chama de “família”. O grupo – que também inclui Patricia Krenwinkel (Allison Smith), Susan Atkins (Marguerite Moreau), Squeaky Fromme (Mary Lynn Rajskub), "Tex" Watson (Eric Dane) e Bobby Beausoleil (Michael Weston) — sobrevive de pequenos furtos enquanto seus membros praticam sexo grupal, usam drogas e discutem sobre sua filosofia apocalíptica. Manson, por sua vez, está cada vez mais desesperado para conseguir gravar um disco, especialmente quando seu contato com Dennis Wilson – baterista do Beach Boys – fica cada vez menor. Não conseguindo chamar atenção e espalhar sua filosofia por meio das canções, Manson resolve liderar seu grupo para uma série de assassinatos bizarros.
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Helter Skelter 2004. É muito bom e, se não for o melhor, é um dos; e, pelo menos dos que eu vi até agora, o melhor filme/documentário sobre o caso.
Gostei da atuação de Jeremy Davies como Charles Manson, apesar de em alguns momentos não achar tão parecido assim, principalmente por achar ele meio magro para o papel; porém, os trejeitos e a personalidade ficaram muito boas.
Além disso, eu senti que o filme consegue transmitir muito bem o peso real dos crimes Tate-LaBianca, que foram eventos extremamente brutais e que marcaram profundamente a história criminal dos Estados Unidos, não só pela violência absurda, mas pelo impacto cultural e midiático que causaram na época. O longa deixa claro como esses assassinatos foram carregados de simbolismo dentro da mente distorcida de Manson e como os seguidores entraram nesse delírio coletivo. A morte de Sharon Tate pesa muito dentro da narrativa e também emocionalmente para quem assiste, não apenas por ela ser uma atriz conhecida, mas principalmente pelo fato de estar grávida e ter sido vítima de uma violência cruel e sem sentido, o que transforma tudo em algo ainda mais perturbador e difícil de digerir.
Dentro da família, o filme apresenta vários personagens importantes que ajudam a entender a dinâmica do grupo e o quanto cada um tinha sua própria fragilidade, personalidade e papel dentro da seita. Linda Kasabian (Clea DuVall) é retratada como alguém sensível, perdida e claramente deslocada naquele ambiente, funcionando como nossos olhos dentro da história, alguém que ainda demonstra culpa e humanidade diante do que está acontecendo. Susan Atkins (Marguerite Moreau) aparece com uma personalidade instável, intensa e totalmente entregue à loucura coletiva, com um comportamento imprevisível e perturbador. Patricia Krenwinkel (Allison Smith) é mostrada como uma seguidora profundamente manipulada, com uma postura mais fria e obediente, alguém que parece agir mais pela influência psicológica do grupo do que por iniciativa própria. Tex Watson (Eric Dane) é retratado como o executor direto, agressivo e dominante, sendo um dos mais perigosos dentro da dinâmica violenta da família. Lynette Fromme (Mary Lynn Rajskub) surge como extremamente devota a Manson, quase fanática, sempre demonstrando uma lealdade cega e uma postura de proteção em relação a ele. Steve Grogan (Frank Zieger) é mostrado como alguém mais confuso e perdido mentalmente, facilmente influenciável, com uma presença meio deslocada, mas ainda perigosa dentro do coletivo. Leslie Van Houten (Catherine Wadkins) aparece como uma jovem frágil, emocionalmente vulnerável e claramente sugada pela manipulação psicológica do grupo, alguém que parece não ter total consciência do que está fazendo.
No fim da história real, cada um teve destinos bem diferentes ao longo das décadas.
Linda Kasabian recebeu imunidade por colaborar com a Justiça e faleceu em 2023. Susan Atkins foi condenada à prisão perpétua e morreu em 2009 enquanto ainda estava presa. Patricia Krenwinkel segue encarcerada até hoje após diversas negativas de liberdade condicional. Tex Watson continua preso e teve múltiplos pedidos de liberdade negados, permanecendo sob pena de prisão perpétua. Lynette Fromme cumpriu pena por tentar assassinar o presidente Gerald Ford e foi libertada em 2009. Steve Grogan acabou sendo libertado em liberdade condicional ainda em 1985, tornando-se o primeiro membro condenado por assassinato a sair da prisão. Leslie Van Houten recebeu liberdade condicional em 2023 após décadas presa. Bobby Beausoleil continua encarcerado e ainda passa por revisões de liberdade condicional periódicas.
No geral, eu considero uma produção muito competente, intensa e bem estruturada, que consegue equilibrar a parte investigativa com o psicológico dos personagens, mostrando não só os crimes em si, mas também o processo de manipulação e lavagem cerebral que transformou pessoas comuns em participantes de uma das histórias mais perturbadoras do século XX.
Assistido em 04/02/2026.
Bom, mas é o típico caso, onde as atuações são melhores que o filme em si.
Esse filme retrata fielmente um dos crimes mais chocantes da história dos EUA. Jeremy Davis está aterrador na pele do Charlie Manson, um psicopata que conseguiu conquistar uma legião de pessoas. Gostei muito também da atuação da Clea DuVall.
Só achei que o final do filme foi abrupto demais.
Jeremy Davies assustadoramente perfeito no papel de Charles Manson. Bom filme.
A história é interessante, porém merecia uma produção melhor. Ficou razoável.