Trata-se de um Sci-Fi em preto e branco, que Sion Sono escreveu em 1990 sobre uma androide chamada Yoko, inserida numa realidade aonde 80% da população é composta por máquinas. Seu trabalho é entregar pacotes para os seres humanos espalhados por todo o universo.
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Filme de ficção dirigido e escrito pelo Sion Sono (Suicide Club / Cold Fish). Achei interessante ser em preto e branco. Bons cenários, fotografia, trilha. A rotina da androide na nave. O conceito de 80% robôs e 20% humanos é maneiro. O computador. O visual do espaço é foda. O trabalho de entrega a domicílio. Os depoimentos nas fitas. Os insetos. As pilhas. Os planetas. A solidão. A cena das silhuetas nos vidros no final é maneira. Enfim... É um filme muito lento, bem diferente do ritmo que tô acostumado, mas vale pela experiência (visual, mensagem, reflexão).
"A adoração ao tempo e espaço não é algo que as máquinas possam compreender"
Hiso Hiso Boshi é uma meditação, um filme sobre os detalhes, sobre a solidão, e principalmente, como dito pela personagem, sobre "o tempo e a distância". Lembra muito Death Stranding, ao ponto que chega a ser impossível que o Kojima não tenha se inspirado. É um filme muito diferente do que eu já vi do Sono, mas é uma grata surpresa, os japoneses foram os melhores alunos do Tarkovsky, aparentemente.
não tem como ... esse é um dos meus favoritos
Filme muito bom. É uma experiência contemplativa e existencialista que faz a gente refletir sobre a solidão. Lindo demais :)
mta solidão!