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O filme tem o seu mérito ao conseguir transformar uma narrativa que tem sua maior força nas aventuras episódicas que gradualmente constroem uma atmosfera em uma experiência coesa dentro de um filme de 2h. Para mim todas as mudanças de ordem e supressões em relação ao material original são bastante acertadas.
É admirável o fato de haver uma clara tentativa de manter o respeito pelas tradições Ainu representadas no mangá, apesar de as expor de uma forma bem mais rápida e pouco cativante do que eu acharia ideal, focando mais nas sequências de ação (uma escolha compreensível, mas não por isso menos frustrante).
O casting é dúbio. Se por um lado o Kento Yamazaki consegue passar a vibe de gostoso do Sugimoto, acho que parte do resto da caracterização falta, talvez por falta de tempo. O mesmo ocorre com o elefante na sala: A escolha da Yamada Anna para fazer a Asirpa. Nada contra a atriz em si, ela é bastante competente, mas... é sério isso? É aceitável o casting de um dublador que não seja de origem Ainu para fazer a voz da personagem, mas em um filme live-action você vai só dispensar a oportunidade (e a obrigação!) de finalmente poder usar essa posição de destaque em um filme grande para propulsionar uma atriz etnicamente Ainu? Acho isso extremamente decepcionante e, no fim, um símbolo de o que atrai parte do público japonês (e internacional) para a narrativa de Golden Kamuy, tratando a etnia indígena apenas como um chaveirinho, um "local color" que não tem tanta importância para além da sensação de exoticidade.
No fim, o filme não é, de forma alguma, ruim, em especial quando comparado a uma tradição de adaptações terríveis de mangá. Ele é divertido, empolgante e interessado o bastante nos Ainu para não ser ofensivo, mas continua sendo um pouco decepcionante, em certos aspectos, para quem é fã da obra. Ainda assim, acredito que seja uma porta de entrada bem descente para quem não teve nenhum contato anterior com o mangá ou o anime, o que é um mérito por si só, não tem como negar.
Não é tão ruim quanto o "Expelled", mas ainda é bem fraco. O documentário tenta assumir uma posição "neutra" na disputa, mas, talvez precisamente por isso, acaba sendo sem foco e por muitas vezes repetitivo. Além disso, é completamente enganoso tratar a disputa como tendo a ver com a fé que o Darwin tinha e veio a questionar e os cristãos que não a questionam, sendo que o centro da questão envolvendo a seleção natural, que é a pergunta "por que a bíblia e o evolucionismo não podem ser conciliados?", nem sequer é abordada.
No fim, o documentário assume o ponto de vista fundamentalista cristão como a única alternativa cristã possível, e postula, em oposição, as descobertas e descrições do Darwin como sendo, na mesma medida, carregadas de um peso teológico, ao invés de científico, o que é simplesmente uma falsidade que induz um espectador desatento ao erro.
Fui assistir porque me falaram que a história se passava na minha cidade. Preferia não ter descoberto isso, porque pqp, que bosta de filme. Tudo nele grita amadorismo, no pior sentido do termo, uma história ruim, uma direção ruim, atuações ruins, conexões forçadas com a cidade e com as músicas do Renato e, o pior de tudo, NEM UM PINGO DE AUTOCONSCIÊNCIA.
Prefiro mil vezes o cinema excessivamente cínico de estudantes de cinema de hoje em dia do que uma bomba dessa, sinceramente, dei 1 estrela por pena...