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Diretor de cinema (Fernando Amaral) em pré-produção de seu novo filme, visita com sua assistente (Monique Lafond), o estúdio onde ocorrerá as gravações. Eles esperam a chegada da atriz Lena (Lilian Lemmertz), mas ela agora está envolvida em um rentável negócio com a TV, o que pode comprometer sua participação no filme.
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O filme "Paixão e Sombras", de Walter Hugo Khouri, foi rodado nos estúdios da antiga Vera Cruz, já em ruínas, o que por si só lhe dá uma atmosfera melancólica e simbólica. É um trabalho obscuro e autoral, marcado por introspecção e pela sensação de fim de ciclo, tanto do cinema brasileiro daquela época quanto do próprio percurso criativo do diretor. Nesta obra há o uso da metalinguagem, pois ela conta a história de um diretor de cinema que está em processo de realização de seu novo filme.
A casa vazia escolhida como cenário desse filme está sempre inacabada e escura, parecendo refletir o estado interior do personagem central Marcelo (Fernando Amaral), um diretor de cinema em crise, corroído por ausências e pela fragilidade de seus próprios alicerces. Ele questiona constantemente o valor de seu trabalho e vive imerso em sombras desde que sua musa e estrela principal, Lena (Lilian Lemmertz), o abandonou.
Em contraponto, sua assistente Ana (Monique Lafond) está sempre trazendo-o de volta à realidade, lembrando-o de que há outras razões para continuar e de que ele é capaz de realizar filmes de grande qualidade. É nesse embate interior entre sombra e luz, entre o vazio e a possibilidade, que "Paixão e Sombras" se revela não apenas como uma obra de ficção, mas como um retrato íntimo das inquietações de Khouri diante do cinema e da vida.
Adoro filmes metalinguísticos! A personagem da Lilian Lemmertz tem um quê de Greta Garbo e o cenógrafo rouba a cena em vários momentos.
Filme 301/2025
Intimidador, Instigante e Angustiante!
Tudo nesse filme é Ótimo, desde o cenário, trilha sonora (John Coltrane 👀), diálogos, close ups, atuação (Lilian Lemmertz soberba) e toda mágica nostálgica e conflitantes das entranhas do Cinema, e suas estrelas.
Os protagonistas principais seguram o filme todo, na maioria das vezes com expressões e olhares, tem um filme do Polanski " A Pele de Vênus " q me lembrou um pouquinho pelos ar teatral, e por ser apenas 2 protagonistas que seguram todo filme com diálogo e expressão corporal.
Enfim, um filme muito bem construído, e envolvente.
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Ele usou uma imagem de um musgo crescendo em um dos telhados do estúdio, entendi aquilo como a passagem de um tempo "parado" ou sem "produzir" algo interessante para vida, talvez seja minha interpretação.
Mais uma vez mestre Khouri se projeta no seu alter ego Marcelo para meditar sobre o seu próprio Cinema e de maneira periférica no seu amor pelas mulheres .Interessante também como o carpinteiro bonachão acaba sendo uma outra projeção mais "crua" do mesmo Khouri , uma versão mais sombria e carnal. Bela fotografia (infelizmente as cópias disponíveis não são boas). Lilian aparece linda como a musa relutante.
Um dos melhores trabalhos metalinguísticos que já vi! 🙌