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Data de lançamento
7 Maio 1988Duração
Usando filmes antigos, os seus próprios filmes, pintura, fotografia, trilhas sonoras, música jazz, clássica ou pop, intertítulos, legendas, voz em off, pontuados por sua presença e por sua voz, Godard cria um ensaio sobre o Cinema feito com os meios do Cinema, a sua História e a sua interpretação da História, a sua elegia e a sua crítica.
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Há décadas que anseio por ver este filme, mas, por algum motivo, não o conseguia encontrar em meios acessíveis (não consigo baixar, dependo de plataformas específicas). Um amigo disse que seu pai havia-lhe comprado um DVD lusitano. Perguntei se ele emprestava e, de repente, estava com esse tesouro em minha casa, às vésperas de um feriado prolongado. Mergulhei fervorosamente!
Apaixonado pelo Godard que sou, não concordo que esse seja o seu melhor trabalho - no sentido de que vários deles o são: como trata-se de uma cinessérie produzida ao longo de vários anos, as diferenças de contexto de produção e época estão evidentes, principalmente na passagem do capítulo 1B (que quase envereda pelo didatismo) para o 2A (que aborda precisamente o projeto, enquanto motivação de continuidade). sendo bastante sincero, assustei-me no começo, tamanha a pletora de informações superpostas. Não conseguia reconhecer todas as cenas, diálogos, músicas... Pouco a pouco, comecei a perceber como funcionava a indexação directiva. E o gozo fluiu, arrebatou-me. Ao final, quis mais!
No primeiro díptico, toda a cinefilia do diretor é assumida, em viés mui personalístico; no segundo, o diretor coteja as suas intenções com as suas possibilidades de financiamento; no terceiro, ele expõe uma tese, faz um intervenção mais ostensivamente política (e mui reconhecível, no que tange a tópicos anteriormente citados); e, no quarto, a assunção da devoção hitchcockiana, "o maior criador de formas do Século XX". Extraordinário! (WPC>)
O fluxo de consciência absoluto.
estou chocado a cada episódio com essa obra prima! não sei como demorei tantos anos para vê-la, mas agradeço por isso, pois está revivendo em chamas meu amor por godard e todo o universo que o envolve e que ele representa para mim.
e esse godard todo galã de boné e ósculos escuros fumando charuto diante da máquina de escrever? e depois até sem camisa. rs
ainda, as músicas utilizadas nesse episódio são especialmente muito boas, a do começo e a do fim.
fazia anos, repito: anos que um godard não mexia tanto comigo assim. desde 2013, provavelmente. eu tinha até me esquecido, provavelmente não poderia nem perceber isso naquela época - por ter menos idade e consciência - o que assistir a um godard significa para mim.
VER GODARD É COMO MEDITAR
não tem nem o que comentar da genialidade desse roteiro, dessa montagem. não tem nem o que comentar. godard é godard.
que bom que eu demorei tanto pra começar a ver o histoire(s) du cinéma!
isso que ainda semana passada tava falando mal dele aqui mesmo, nos comentários de um outro filme, aqui no filmow...
eu comecei a estudar francês em 2013 pra ver godard sem legenda. desde 2016 tenho tatuado no meu pulso o nome do meu filme favorito dele e hoje eu moro na frança.
eu só tenho um mestre do cinema e o nome dele é: GODard.