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Hélio Lotte (Armando Babaioff) é um ex-cantor de rock que vai parar na cadeia após cometer um crime que chocou o país.
Depois de 12 anos e convertido a evangélico, ele se ‘esconde’ em uma igreja do subúrbio.
Mas a chegada da misteriosa jornalista Marcela (Rosanne Mulholland) e a fama do crime farão com que Hélio saiba que seu pior inimigo é ele mesmo.
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Mostra o preconceito de quem foi detendo.
Não consegui me entrosar com a estória do filme, mas imagino os muitos que passam pelo o que o protagonista passou.
26.05.2025
Mais um acerto do cinema nacional, Babaioff mais uma vez entrega um personagem de múltiplas camadas e ele exala talento e segurança em cena num tipo difícil, arredio e muito inquieto, é um filme cheio tensão, que levanta abordagens a cerca da religião e da aceitação, nisso o personagem de Flávio Bauraque se sobressai e surpreende ou assusta como preferir.
Um homem livre que se sente preso. Thriller psicológico e claustrofóbico que deixa em aberto algumas questões.
Vamos falar aquele momento que o filme se perde?
Pois é, conforme a gente entende que o Helio matou a namorada e passou 12 anos na cadeia, mas ai veio um pastor a pedido do irmão resgatá-lo e usá-lo como propaganda pra igreja, mas ai ele provavelmente tem esquizofrenia, pois ele vê câmeras, carros, pessoas, só que teve uma pedra jogada por alguém, e ele alucina novamente e encontra o perdão da namorada morta que ele matou, mas ai se meteu em uma briga e ninguém sabe bem o que aconteceu.
Exatamente nisso, o filme se perde. Acho quer dois pontos fundamentais contribuirão pra isso: o crime cometido e o perdão buscado.
Primeiramente, Helio não deveria ter matado ou ficado preso. Seu crime poderia ter sido mais brando ou menos exagerado; acho que algo relacionado ao uso de drogas, roubo, ou até mesmo uma overdose com sua parceira que justificasse uma morte não-intencional, enfim, algo dessa natureza que pudesse fazer a busca do perdão de cristo torná-lo tão fraco psicologicamente a ponto de haver uma lavagem cerebral da igreja. Confesso que esperei o ceticismo muito maior do personagem. Esperei que esse ceticismo fosse se transformar, pouco a pouco, pelo poder da oração efervescente, em uma fé inabalável, e que ele se tornasse uma desses fanáticos religiosos. Eu esperei que o "Thriller psicológico" se concentrasse mais na busca do perdão de deus para o crime que ele cometeu. Deixar o expectador curioso sobre uma possível esquizofrenia ou alucinações de teor espiritual nesse contexto teriam dado o suporte que o filme precisava para qualquer final. Eu realmente esperava que houvesse uma conversão desses 3 Hélios - um que cometeu o crime, outro que buscou o perdão e um ultimo que goza desse perdão divino e faz de si uma arma de Deus que afirma uma "expurgo" do diabo pelo poder da palavra. Essa sim, teria sido a real motivação do pastor para resgatar um criminoso, pois isso sim, é crível!
Interessante thriller psicológico, boa atuação de Armando Babaioff. Flavio Bauraqui também arrasa (tive medo daquele pastor, Jesus)! kkkk