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Data de lançamento
24 Março 1955Duração
O caubói Dempsey Rae chega, depois de uma temporada perdido pela vida, ao rancho da bela rancheira Reed Bowman (Jeanne Crain). Junto com o seu jovem e às vezes inapto amigo e "braço-direito" Jeff Jimson (William campbell), ele resolve ficar no rancho e aceitar a proposta de trabalho de Redd - muito mais fascinado pela linda e desbocada chefe do que pelo trabalho em si. Mas quando Rae descobre que ele e seu colega foram contratados, na verdade, para cercar terrenos ilegalmente, ele resolve abandonar seu emprego e voltar-se para o lado dos pequenos e lezados rancheiros que foram roubados. Mas o testa-de-ferro da rancheira Reed Steve Miles (Richard Boone), que gosta de enrolar seus inimigos em arame farpado, está disposto a dar a Dempsey Rae muito mais trabalho do que ele imaginaria...
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Bom western com Douglas no papel de um vaqueiro de bom coração colocado entre uma patroa rica e inescrupulosa, um rapaz que lhe enxerga como mentor e pequenos criadores de gado que lutam contra a poderosa.
Tenho o DVD e ocasionalmente o revejo. "Homem sem Rumo" de 1955, é um bom western, apesar de não ser um dos melhores estrelado por Kirk Douglas. O filme no contexto geral, não é brilhante, pois apresenta altos e baixos; com exceção dos bons diálogos e da bonita fotografia. O roteiro não é dos mais criativos, porém é um faroeste clássico consistente, mesmo com pequenas falhas de continuidade. Pela boa nostalgia, vale 04 estrelas.
Faroeste em Technicolor da Universal International Pictures que foi baseado no romance de mesmo nome, publicado em 1952, por Dee Linford (1915-1971). Em 2020, o filme foi exibido no 70º Festival Internacional de Cinema de Berlim, como parte de uma retrospectiva dedicada à carreira de King Vidor (1894-1982). Houve uma refilmagem: Oferece-se pistoleiro (68), seguida de um remake feito para a TV: O violento (72).
Um dos primeiros filmes que Kirk Douglas (1916-2020) fez por meio de sua produtora. O filme foi um sucesso de bilheteria. O cavalo que Kirk Douglas está montando no filme era uma estrela de cinema por si só. O nome do cavalo é "Pie" e apareceu em muitos filmes de faroeste, principalmente naqueles com o ator Jimmy Stewart. Além de Stewart e Douglas, ele foi montado por Glenn Ford e Audie Murphy. Pie apareceu em 17 faroestes.
Filme sobre as relações pai e filho, portanto, sobre educação e a respeito do embate entre os primeiros colonos e os novos capitalistas orientais. Notável (pós-guerra) o tema de vidor: paisagem como um lugar para a violência e um lugar onde a violência é encenada (aqui, a cerca de arame farpado). Com números de banjo, truques com armas e a tal aversão psicótica ao arame farpado. Convencional, mas não deixa de ser um bom passatempo.
Um dos primeiros westerns do mestre Kirk Douglas.
Não sei se colocaria o filme entre os melhores da filmografia dele, porque se tem alguém que fez muitos filmes bons, esse foi o Douglas, mas certamente o personagem deste filme está entre os mais marcantes da carreira.
Adorei as cenas
de banjo, divertidíssimas, a música tema gravada pelo Frank Laine e principalmente aquele estouro da boiada foi a cereja do bolo, o alto risco de gravar uma cena daquela é proporcional à qualidade que ficou. Hoje em dia lotariam de CGI e tals.
King Vidor não decepcione: pensei que era um filme menor, mas revelou-se um clássico subestimado, com um roteiro repleto de pontos de fuga interessantíssimos. Kirk Douglas está soberbo como protagonista bem-humorado que esconde dolorosas cicatrizes, em todos os sentidos do termo. Claire Trevor renova a personagem da prostituta bem-intencionada e ativa enquanto Jeanne Crain, infelizmente, corrobora para a inevitável criminalização feminina. O modo como o roteiro avança é brilhante, complexificando-se mais e mais a cada instante, sendo assaz cuidadoso em relação à definição do caráter de cada personagem. A personificação de William Campbell, neste sentido, impressiona pela verossimilhança: quem já foi traído por um "pupilo" sabe o quanto esse tipo de comportamento afobado é comum... A canção-tema é ótima e o desfecho é um tanto precipitado, mas condizente em relação às convenções do gênero. Grandiosa descoberta, quem diria? (WPC>)