My Honor Was Loyalty, Leibstandarte - Estados Unidos da América
Onore e Lealtà - Itália
Sinopse
A história de um jovem soldado alemão que começa um conflito consigo mesmo ao perceber a decepção de seu próprio governo. Eles não eram todos iguais...
Excelente e caprichado trabalho por parte dos amantes da História Viva, que representam atos relacionados ao período da II Grande Guerra. Não trata-sede uma obra glamorosa ou super produção, mas sim de um trabalho cultural de recriação, que tem a frente o "Grupo de Recriação Histórica PROGETTO900", da Itália. Trata-se de uma produção independente que ousa mostrar a visão alemã da guerra do ponto de vista de um soldado da frente de batalha. Obviamente, aos amantes das super produções, há outras opções... mas quem é amante do cinema e entusiasta dos que se expõe em propor propostas autorais e fora do circuito, não pode perder. No entanto, temos ainda uma reflexão bem trabalhada na obra: qual o sentido do conflito?... "por qual motivo estamos lutando?" Temos ao longo da História grandes ensinamentos, principalmente nas derrotas, que são ignorados. Toda a histeria alemã em torno de um líder pode ser visto hoje, quando vemos as pessoas assumindo a negação de imputar os crimes aos corruptos simplesmente por considera-los seus "lideres supremos" acima de qualquer suspeita... os detentores da "solução final" de todos os males da sociedade. No entanto, naquele momentos histórico a realidade alemã era medonha, e ter alguém propondo poder erguer a economia e dignidade do país, transformando a sua condição de arrasado de guerra a um novo império, seduziu as "massas". O resto todos conhecemos ou ouvimos falar. Falta aprender que uma sociedade justa não precisa de líderes... precisa de cidadãos que exerçam, de fato, a cidadania. [MarcusASBarr, 27ago2020] Nota: Também gosto de assinar meus pensamentos... é um direito autoral.
No começo do filme lemos a citação de um autor chamado Alessandro Pepe ("Pepe, já tirei a vela!"). Normalmente quando colocam frases em filmes estas referenciam algum autor consagrado ou algum personagem representado no próprio filme. Tentei puxar pela memória quem era Alessandro Pepe, não consegui, pensei por um momento ter lido errado, ser na verdade algum excerto de Alexander Pope. Quando os créditos iniciais se abrem vi que o tal Alessandro é o jovem roteirista e diretor do filme. Isso já me torceu no nariz logo de cara, soou como uma extremo egoísmo se referenciar como pensador, importante o suficiente para ter sua frase citada e assinada em seu próprio filme. Engoli e voltei a colocar os olhos na tela. Por se tratar de um filme da perspectiva de soldados nazistas, lemos um aviso: "este não é um filme político".
O que seguiu foram imagens provavelmente extraídas de documentários, estilo "Planet Earth" e uma narração em off de um texto que sua tia compartilha no What's App. Torci o nariz novamente. Aquilo que pareceu uma tentativa vaga de tecer alguma profundidade a carnificina que veríamos em um filme de guerra. Engoli novamente e segui, já que me lembrou um pouco o trabalho do grande diretor Terrence Malick, principalmente no filme "A Árvore da Vida", o qual claramente foi inspirado.
Na sequência vemos a cena de alguns solados nazistas em uma floresta. Alinho a bunda no sofá e me preparo pro tiroteiro. O que eu vejo são cenas completamente amadoras. A câmera é mal posiciona, os atores são péssimos, os tiros parecem efeitos especiais que um adolescente faria no Notebook da Positivo comprado em 12x sem juros nas Casas Bahia. Nunca vi tamanho amadorismo em um filme. Depois do tiroteio vejo mais uma cena de batalha ainda pior, apesar desta ter mais soldados. Tudo é completamente mal ensaiado, parece que apenas pegaram pessoas na rua, colocaram um uniforme nela e deram R$10 pra cada um brincar de guerra. Algumas cenas parecem inspiradas em filmes de guerra, como "O Resgate do Soldado Ryan", só que invés de ser uma cópia de qualidade, parece um xerox da faculdade quando o funcionário está de mal humor e esqueceu de limpar o vidro e tinta acumulada nas entranhas da máquina e deixa as folhas todas manchadas e embaçadas.Tiro o chapéu para o figurino, impecável, mas o resto é completamente desastroso.
Em uma narração em off, o personagem central nos diz que escreveu uma carta para amada sobre os avanços, fala dos horrores dos hábitos dos russos, como eles são inferiores, e afirma que nunca os deixará invadir a Alemanha. Vamos nos lembrar: "este não é um filme político", então o personagem declina de detalhes, afirmando que não se aprofundaria mais sobre aquilo. Como assim não é político? É óbvio que é, não é possível investir em um filme tão densamente preenchido com narrações e não escorrer em política, pelo menos na visão do soldado médio sobre a situação em que ele está. Desta vez além de torcer o nariz larguei o filme de mão.
Se alguém quiser assistir a algum filme com a perspectiva de soldados nazistas, por favor, vá atras do "Cruz de Ferro" (1977) e "Stalingrado" (1993). Se quiserem um filme de guerra com uma perspectiva filosófico e com um texto e fotografia espetaculares, procurem por "Além da Linha Vermelha"(1998). Não percam tempo com esta porcaria. Quem sabe se Alessandro Pepe estudar cinema, fazer ensaios com a equipe e planejar as filmagens, além de segurar um pouco a língua e não sair falando qualquer bobagem que pareça profunda mas que soa como um livro de autoajuda comprado em promoção por R$2,00 ele pode se tornar um bom roteirista e diretor. Enquanto isso não serei cobaia, o filme para ser ruim precisa ser bom, este nem é isso é.
Essa guerra não teve apenas um lado ruim, um lado do mal, no fundo, todos acabaram cometendo barbares contra a humanidade. Nunca inha visto um filme ou mesmo documentario falando do lado dos alemães, no fundo, todos queria a paz, que suas casas nao fossem atacadas e seus amores mortos cruelmente. Claro que nao podemos tirar a culpa dos alemães da guerra, as atrocidades cometidas em centros de concentrações, a completo sangue frio, mas deve-se reconhecer que nem todos eram iguais, que tinham soldado que sim, tinham sentimentos bons. 09/10/2018
Excelente e caprichado trabalho por parte dos amantes da História Viva, que representam atos relacionados ao período da II Grande Guerra. Não trata-sede uma obra glamorosa ou super produção, mas sim de um trabalho cultural de recriação, que tem a frente o "Grupo de Recriação Histórica PROGETTO900", da Itália. Trata-se de uma produção independente que ousa mostrar a visão alemã da guerra do ponto de vista de um soldado da frente de batalha. Obviamente, aos amantes das super produções, há outras opções... mas quem é amante do cinema e entusiasta dos que se expõe em propor propostas autorais e fora do circuito, não pode perder.
No entanto, temos ainda uma reflexão bem trabalhada na obra: qual o sentido do conflito?... "por qual motivo estamos lutando?"
Temos ao longo da História grandes ensinamentos, principalmente nas derrotas, que são ignorados.
Toda a histeria alemã em torno de um líder pode ser visto hoje, quando vemos as pessoas assumindo a negação de imputar os crimes aos corruptos simplesmente por considera-los seus "lideres supremos" acima de qualquer suspeita... os detentores da "solução final" de todos os males da sociedade.
No entanto, naquele momentos histórico a realidade alemã era medonha, e ter alguém propondo poder erguer a economia e dignidade do país, transformando a sua condição de arrasado de guerra a um novo império, seduziu as "massas". O resto todos conhecemos ou ouvimos falar. Falta aprender que uma sociedade justa não precisa de líderes... precisa de cidadãos que exerçam, de fato, a cidadania. [MarcusASBarr, 27ago2020]
Nota: Também gosto de assinar meus pensamentos... é um direito autoral.
No começo do filme lemos a citação de um autor chamado Alessandro Pepe ("Pepe, já tirei a vela!"). Normalmente quando colocam frases em filmes estas referenciam algum autor consagrado ou algum personagem representado no próprio filme. Tentei puxar pela memória quem era Alessandro Pepe, não consegui, pensei por um momento ter lido errado, ser na verdade algum excerto de Alexander Pope. Quando os créditos iniciais se abrem vi que o tal Alessandro é o jovem roteirista e diretor do filme. Isso já me torceu no nariz logo de cara, soou como uma extremo egoísmo se referenciar como pensador, importante o suficiente para ter sua frase citada e assinada em seu próprio filme. Engoli e voltei a colocar os olhos na tela. Por se tratar de um filme da perspectiva de soldados nazistas, lemos um aviso: "este não é um filme político".
O que seguiu foram imagens provavelmente extraídas de documentários, estilo "Planet Earth" e uma narração em off de um texto que sua tia compartilha no What's App. Torci o nariz novamente. Aquilo que pareceu uma tentativa vaga de tecer alguma profundidade a carnificina que veríamos em um filme de guerra. Engoli novamente e segui, já que me lembrou um pouco o trabalho do grande diretor Terrence Malick, principalmente no filme "A Árvore da Vida", o qual claramente foi inspirado.
Na sequência vemos a cena de alguns solados nazistas em uma floresta. Alinho a bunda no sofá e me preparo pro tiroteiro. O que eu vejo são cenas completamente amadoras. A câmera é mal posiciona, os atores são péssimos, os tiros parecem efeitos especiais que um adolescente faria no Notebook da Positivo comprado em 12x sem juros nas Casas Bahia. Nunca vi tamanho amadorismo em um filme. Depois do tiroteio vejo mais uma cena de batalha ainda pior, apesar desta ter mais soldados. Tudo é completamente mal ensaiado, parece que apenas pegaram pessoas na rua, colocaram um uniforme nela e deram R$10 pra cada um brincar de guerra. Algumas cenas parecem inspiradas em filmes de guerra, como "O Resgate do Soldado Ryan", só que invés de ser uma cópia de qualidade, parece um xerox da faculdade quando o funcionário está de mal humor e esqueceu de limpar o vidro e tinta acumulada nas entranhas da máquina e deixa as folhas todas manchadas e embaçadas.Tiro o chapéu para o figurino, impecável, mas o resto é completamente desastroso.
Em uma narração em off, o personagem central nos diz que escreveu uma carta para amada sobre os avanços, fala dos horrores dos hábitos dos russos, como eles são inferiores, e afirma que nunca os deixará invadir a Alemanha. Vamos nos lembrar: "este não é um filme político", então o personagem declina de detalhes, afirmando que não se aprofundaria mais sobre aquilo. Como assim não é político? É óbvio que é, não é possível investir em um filme tão densamente preenchido com narrações e não escorrer em política, pelo menos na visão do soldado médio sobre a situação em que ele está. Desta vez além de torcer o nariz larguei o filme de mão.
Se alguém quiser assistir a algum filme com a perspectiva de soldados nazistas, por favor, vá atras do "Cruz de Ferro" (1977) e "Stalingrado" (1993). Se quiserem um filme de guerra com uma perspectiva filosófico e com um texto e fotografia espetaculares, procurem por "Além da Linha Vermelha"(1998). Não percam tempo com esta porcaria. Quem sabe se Alessandro Pepe estudar cinema, fazer ensaios com a equipe e planejar as filmagens, além de segurar um pouco a língua e não sair falando qualquer bobagem que pareça profunda mas que soa como um livro de autoajuda comprado em promoção por R$2,00 ele pode se tornar um bom roteirista e diretor. Enquanto isso não serei cobaia, o filme para ser ruim precisa ser bom, este nem é isso é.
Antes fizesse um drama de guerra sem esse bang bang mau produzido. Os efeitos das cenas de tiros são do mesmo naipe da era do atari. Horr´vel!
DESISTIR com 24 minutos...
Essa guerra não teve apenas um lado ruim, um lado do mal, no fundo, todos acabaram cometendo barbares contra a humanidade.
Nunca inha visto um filme ou mesmo documentario falando do lado dos alemães, no fundo, todos queria a paz, que suas casas nao fossem atacadas e seus amores mortos cruelmente.
Claro que nao podemos tirar a culpa dos alemães da guerra, as atrocidades cometidas em centros de concentrações, a completo sangue frio, mas deve-se reconhecer que nem todos eram iguais, que tinham soldado que sim, tinham sentimentos bons.
09/10/2018
desconexo, sem rumo, personagens fraquíssimos.