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Jennifer Hudson foi a escolha certa para viver a Rainha do Soul, pois ela já deixa isso claro na primeira nota. Respect acerta em dar espaço para a música respirar; não são apenas dublagens, são performances que carregam o peso dramático da história. O foco nos vocais é fascinante, especialmente ao mostrar o processo de criação de Aretha. Ver a construção das harmonias, o uso do piano como extensão do corpo e a transição do gospel para o soul é o que eleva a experiência. Hudson não apenas canta; ela entende as nuances, os silêncios e os gritos de liberdade que Aretha colocava em cada gravação. A sequência da gravação de "Amazing Grace" é, por si só, uma experiência religiosa cinematográfica.Para quem é fã de técnica vocal e da história da música, o filme é um prato cheio. É uma obra que entende que a voz de Aretha Franklin não era apenas técnica, era resistência e espiritualidade.
É um mergulho na psique de um homem que nunca teve permissão para ser apenas humano, fugindo do tom documental para apostar em uma narrativa que dói ao expor as cicatrizes deixadas pela mão de ferro de Joe Jackson. O ponto nevrálgico da obra é justamente essa relação com o pai; Joe não é pintado apenas como um vilão caricato, mas como o arquiteto de uma perfeição construída sob trauma, deixando claro que Michael não se tornou uma criança eterna por excentricidade, mas por pura sobrevivência. É angustiante observar como essa busca desesperada pela aprovação paterna se transforma, na vida adulta, em uma obsessão impossível pela perfeição técnica, revelando que o palco era o único lugar onde Michael se sentia seguro, apesar de ser ali que a pressão de Joe era esmagadora. O filme brilha na atuação de Jaafar Jackson, que não apenas mimetiza o tio, mas o encarna com uma melancolia no olhar que atravessa a tela, sendo amparado por uma recriação técnica impecável de som e coreografia que captura a energia elétrica do Rei do Pop. Acima de tudo, o roteiro acerta ao humanizar a figura vulnerável que se escondia atrás de máscaras e parques de diversões, expondo o custo devastador de ser tratado pelo mundo apenas como um produto de consumo. Excelente!
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O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
opa, tbm !!!!
opa, tudo bem ?
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Só assisti agora porque pretendo ver o segundo filme, que está nos cinemas. Que bom que o fiz. A produção é excelente, impulsionada por atuações magistrais de Meryl Streep e Anne Hathaway. O filme carrega um poder cultural inegável e nos ensina lições profundas sobre carreira, limites e identidade.
O que mais me chamou a atenção foi a complexa psicologia dos personagens e a evolução da Andy (Anne Hathaway). Acompanhar sua trajetória revela os custos da ambição. O Choque Inicial: Andy entra na revista Runway desleixada e atrapalhada. Ela menospreza a moda, enquanto a primeira secretária, Emily, demonstra uma ambição cega e submissão total para garantir sua ida a Paris. Sob os abusos psicológicos constantes de Miranda Priestly, que exige o impossível, destrói a autoestima da equipe e ignora barreiras profissionais, Andy decide mudar. Ela adota o visual high fashion e domina o cargo. A Inversão de Papéis: Andy supera Emily. A dinâmica entre as duas passa da rivalidade e desdém para um respeito velado, culminando na dolorosa substituição de Emily na viagem a Paris. Porém o sucesso profissional cobra seu preço na vida pessoal. A relação amorosa de Andy com Nate desmorona. Ela perde o aniversário dele, rompe seus compromissos e se afasta de seus antigos valores. Na viagem, Andy testemunha Miranda trair um aliado de longa data para salvar a própria pele. Miranda revela que vê muito de si mesma em Andy, expondo o isolamento e o preço daquele poder. Horrorizada ao perceber que está se tornando o "monstro" que criticava, Andy toma sua decisão definitiva. Ela abandona Miranda em Paris, joga seu telefone em uma fonte e escolhe voltar para sua essência e para o jornalismo real.