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Data de lançamento
9 Set. 2005Duração
Após ser expulso injustamente da Universidade de Harvard, Matt Bruckner (Elijah Wood) decide ir para a casa de sua irmã em Londres. Lá ele faz amizade com seu cunhado, Peter Dunham (Charlie Hunnam), que o apresenta ao submundo dos hooligans do futebol inglês. Logo Matt aprende a marcar seu território, através das amizades que desenvolve neste mundo secreto e violento.
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Bom, então aqui nós temos uma fração do que são as organizadas na Inglaterra, o que tem tudo pra ser uma experiência interessante. O problema é que ela parte da ótica de um norte-americano. Já adianto: não há um aprofundamento nas questões sociais, um desenvolvimento do teor coletivo a partir do que são, historicamente, um dos mais combativos filhos da causa trabalhista inglesa e nem nada que permeia o operariado imbuído na organização dos espaços de lazer.
Não.
Aqui, você basicamente vai colocar a organizada mais fraca do Flamengo perto da organizada mais fraca do United, e vai ver que as duas vão se confundir por, mais ou menos, uma hora e meia.
Não nego, fica algo interessante ainda. Tem um ritmo bacana e um estudo de personagem até que bem acabado. Lá pela metade, as coisas ficam meio frenéticas, e você até consegue vibrar um pouco com todo o clima dos jogos de futebol.
No fim, um drama que sustenta a jornada de libertação de um alguém preso pelos próprios limites.
Green Street Hooligans 2005, no Brasil Hooligans
Eu já vi esse filme na adolescência e não lembrava de nada antes de rever; porém, ao assistir novamente, fui destravando algumas memórias aos poucos. O filme é muito bom e mostra muito bem o universo dos hooligans; a atmosfera é bem construída e a história funciona. É interessante ver um pouco da rivalidade entre o West Ham — que é um time médio para pequeno na Inglaterra — e o Millwall, que é um clube ainda menor.
Não gosto muito do Elijah Wood, mas ele casou certinho com o papel de Matt Buckner (Elijah Wood), um “bobão” que, aos poucos, vai pegando a malícia das ruas e das torcidas. O começo é um pouco parado e lento, mas o filme vai engrenando junto com o próprio personagem de Matt — que é a síntese dessa obra. Conforme ele vai entrando no mundo dos hooligans, o filme melhora e você também vai entrando no clima.
O filme também tem seu lado triste no final: a quase morte de Steve Dunham (Marc Warren). A gente acha que vai ficar tudo bem depois daquela briga sanguinária no pub; porém, o que estava por vir é pior. A morte de Pete Dunham (Charlie Hunnam) no desfecho é bem trágica e triste, mas, de certa forma, necessária para salvar a família do seu irmão e, consequentemente, para não romantizar totalmente esse universo — deixando claras as consequências dos atos de quem se envolve com gangues e torcidas organizadas.
Pete Dunham (Charlie Hunnam) é o melhor personagem do filme: é como se fosse quem conduz a história, moldando Matt e ligando todo o universo dos hooligans dentro da narrativa.
Já Bovver (Leo Gregory) é um completo cuzão que parece uma “puta com ciúmes” de Pete. Ele é quem estraga tudo.
Apesar de a tragédia final não ocorrer diretamente por causa da caguetagem e do ciúme dele, ela é uma consequência clara desse comportamento — um ódio mortal desse FDP que, desde o começo, torceu o nariz para a chegada de Matt, nunca foi amigável e jamais o aceitou de verdade.
No final, Matt flagra Van Holden (Terence Jay) cheirando no banheiro e grava toda a conversa em que ele assume a culpa pela sua expulsão de Harvard. Ali, Matt já não era mais “de vidro”: quando precisou agir, ele estava preparado.
Assistido em 16/01/2026
7/10
Antes de ver esse filme, eu pensava que esse negócio de torcida organizada era coisa de vagabundos desocupados, e de gente frustrada de todas as formas, sexualmente, profissionalmente, amorosamente, financeiramente, enfim. Mas, após ver esse filme, eu tive certeza.
Vi alguns trechos desse filme quando era criança e agora retornei para continuar: uma grande surpresa.
No começo você pode sofrer a tentação de desistir porque parece um pouco trash e pastelão, mas conforme a história vai avançando você vai entrando na vibe do filme.
Do meio para o final, surgem reflexões como "quem toma um soco e vê que não é de vidro percebe que menos do que o máximo na vida é decepção" e a trama vai ficando emocionante e acelerada.
Muito bom.