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Data de lançamento
15 Fev. 2025Duração
Partindo de uma pesquisa realizada com professores da rede pública, geralmente apresentados por meio de estatísticas, o projeto une debates com os alunos em sala de aula – sobre os temas evasão escolar, racismo, tráfico de drogas, bala perdida, feminicídio e gravidez precoce – com performances ficcionais. A partir da dramatização da peça de teatro baseada no livro “Clara dos Anjos”, de Lima Barreto, escrito no início do século XX, que mostra o abuso sofrido por uma jovem negra suburbana, realizada pelos grupos.
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Até gosto do início e da base da ideia. O problema é que o desenrolar vira um filme de 1h20 com sensação térmica de 2h30.
"A gente só muda nossa história através da educação."
Hora do Recreio (Brasil, 2025)
Direção: Lucia Murat.
Filme imperdível da nossa incrível cineasta Lucia Murat.
Partindo de uma pesquisa realizada com professores da rede pública, geralmente apresentados por meio de estatísticas, o importante longa une debates com os alunos em sala de aula – entre os temas os adolescentes debatem evasão escolar, racismo, tráfico de drogas, bala perdida, feminicídio e gravidez precoce – com performances ficcionais.
Filme urgente e necessário em cartaz nos cinemas!!!
Contudo, a narrativa não linear de um docuficção abraça temas tão importantes, em depoimentos fortíssimos, mas oscila entre esses diálogos e a inclusão do teatro com a encenação de “Clara dos Anjos” (1923-1924) do lendário Lima Barreto (1881-1922). Há uma confusão pela forma que ela quer manifestar essas dores e anseios. Uma semiótica que não convence entre as transições das salas de aulas, da rua, do teatro e da dança (inclusive, as melhores cenas do filme são as intercalações dos números de dança, talvez se o foco fosse a arte, salvação e libertação, seria mais interessante). A força cênica desse grupo na expressão corporal fala muito mais e seria uma boa chance em sair desse samba-canção da obviedade.
Esse “trabalho de classe” de Murat perpassa por violência da mulher, de raça, perseguição, abusos de poder, máscaras sociais e uma realidade de uma reprodução tão violenta para tão pouca idade. Há um equilibro entre a espontaneidade, talento e presença desses estudantes que empolgam, entretanto, parece que o tanto de material poderoso e forte deixou a direção e montagem um tanto perdida na mensagem. E eu penso que sei o motivo: eles, as crianças, os adolescentes e jovens, são tão gigantes, resistentes e resilientes que, realmente, até uma diretora como Lucia Murat, ficaria perdida frente a eles.
Minha crítica completa em: https://cineset.com.br/critica-hora-do-recreio-2026/