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Домаќинство за почетници - Macedónia, República da
Sinopse
Dita (Anamaria Marinca) é forçada a criar as duas filhas de sua namorada, mesmo não querendo ser mãe. Uma história comovente sobre a estranha batalha de uma família para ficarem juntos surge quando suas vontades separadas colidem.
Dita tem uma paciência ímpar, por muito menos, despejaria um ou outro personagem. Uma hora sua casa parece um lar acolhedor, noutra, uma bomba prestes a explodir. Mas, no final, acabamos nos importando com (quase) todos os personagens. Interessante perceber a rivalidade histórica entre macedônios e kosovares. Ainda que inserida de forma sutil e breve, dá para perceber que há uma cicatriz enorme. Algumas coisas podem chocar,
como o relacionamento de um sujeito de quase 40 anos com um adolescente de 17
. Não sei até que ponto isso é algo cultural do país ou foi simplesmente negligenciado. Ainda assim, assistir a Housekeeping for Beginners foi uma experiência positiva. Uma boa descoberta nesta maratona de filmes ao redor do mundo.
O que mais me toca no filme é como Stolevski trata a maternidade queer sem romantizar nem dramatizar em excesso. A performance de Anamaria Marinca é de uma honestidade brutal - ela é mãe por escolha, por amor, por necessidade, não por biologia. E isso é lindo de se ver na tela, principalmente quando a representação lésbica no cinema ainda engatinha entre estereótipos.
O filme respira com a naturalidade de quem entende que famílias se fazem de muitas formas. As crianças não são apenas plot devices fofinhos - elas têm suas próprias jornadas de luto, aceitação e descoberta. Stolevski filma esses momentos com uma câmera que abraça, nunca invade.
Não que os dramas de não aceitação da sociedade não sejam mais dramas. Mas não é mais um corte profundo. Agora precisamos ver o reflexo de nossos dramas reais. Todo o contexto da dor e da delícia de sermos quem somos.
Dita tem uma paciência ímpar, por muito menos, despejaria um ou outro personagem. Uma hora sua casa parece um lar acolhedor, noutra, uma bomba prestes a explodir. Mas, no final, acabamos nos importando com (quase) todos os personagens.
Interessante perceber a rivalidade histórica entre macedônios e kosovares. Ainda que inserida de forma sutil e breve, dá para perceber que há uma cicatriz enorme.
Algumas coisas podem chocar,
como o relacionamento de um sujeito de quase 40 anos com um adolescente de 17
Ainda assim, assistir a Housekeeping for Beginners foi uma experiência positiva.
Uma boa descoberta nesta maratona de filmes ao redor do mundo.
O que mais me toca no filme é como Stolevski trata a maternidade queer sem romantizar nem dramatizar em excesso. A performance de Anamaria Marinca é de uma honestidade brutal - ela é mãe por escolha, por amor, por necessidade, não por biologia. E isso é lindo de se ver na tela, principalmente quando a representação lésbica no cinema ainda engatinha entre estereótipos.
O filme respira com a naturalidade de quem entende que famílias se fazem de muitas formas. As crianças não são apenas plot devices fofinhos - elas têm suas próprias jornadas de luto, aceitação e descoberta. Stolevski filma esses momentos com uma câmera que abraça, nunca invade.
Não que os dramas de não aceitação da sociedade não sejam mais dramas. Mas não é mais um corte profundo.
Agora precisamos ver o reflexo de nossos dramas reais. Todo o contexto da dor e da delícia de sermos quem somos.
Drama. Drama. Drama. E. Drama
Não entendi muito a relação dos moradores da casa, mas no fim, pareciam mais família do que famílias tradicionais.