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Data de lançamento
16 Dez. 2012Duração
Após conseguirem entrar no jogo, Gon e Killua treinam para melhorar suas habilidades pra assim conseguirem enfrentar os vários desafios do jogo, com o objetivo de terminá-lo.
Estúdio: Madhouse • Episódios: 17 • Duração: 23 min.
Dos episódios: 59 ao 75.
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Que abuso desse Pai cuzã* do Gon. O Arco da Ilha é bem interessante! HAHAHA
Auge da série! Se eu tivesse parado aqui talvez fosse dos meus animes favoritos.
Hunter x hunter é e sempre foi uma obra sobre jogos, sistemas fechados de regras aos quais os personagens/jogadores precisam se submeter para progredir em seus arcos. Seja no exame hunter, na torre Celestial, no leilão de YorkShin ou aqui na ilha da Cobiça, o estágio mais avançado nessa sequência de cenários, o mais sofisticado e complexo até então, a jornada de Gon e Kilua se define pela leitura que eles vão refinando sobre os jogos, com as suas possibilidades de brechas, apostas, blefes. O autor não se trai nessa lógica de construção de mundo e a cada arco testa a própria criatividade com a sua capacidade de inventar, torcer e esmiuçar seus sistemas. Se não fosse tão bom mangaká, Togashi com certeza seria um excelente game designer.
Mas ainda bem que ele faz o que faz porque, além da narrativa se adequar ao formato shonen jump (Gon sendo o Goku da vez para propagar sua inocência e a mensagem do poder da amizade, lindamente desenvolvida sobretudo através da relação dele com Kilua), os bonecos são genuinamente muito legais, extrapolam a função de meros avatares do espectador nesses jogos sem fim. Então acaba que Hunter x hunter, apesar de ser sobre jogos e do tesão do Togashi estar nesse aspecto da coisa, também se destaca muito pelos personagens que possui e que cativam mesmo quem por ventura se perca nas explicações sobre o Nen, as cartas, o que é real ou virtual nessa ilha afinal de contas, ou nas reviravoltas das estratégias aplicadas e contra atacadas. A pureza de Gon e a amizade entre Gon e Kilua vendem ou compensam (a depender do ponto de vista) absolutamente qualquer complicação desnecessária ou explicação obsessiva de por menores de tal ou qual conceito. Eu acho um charme essa brincadeira toda.
Já a produção dessa segunda adaptação animada do mangá, feita pela Madhouse, exibe qualidades técnicas, sua música sendo especialmente boa, mas carece de uma identidade visual mais forte. Os designs de personagens e cenários entregam uma fidelidade aos traços originais com uma colorização digital limpa. A direção é segura e coloca em movimento esses desenhos com fluidez, ritmo na ação e no humor, aquela pontinha de tensão e suspense nos momentos decisivos e nos cliffhangers. O narrador de Hunter x hunter é uma decisão de adaptação interessante que o dota de personalidade. Porém não há nada de muito marcante para além disso. O texto de Togashi ganhou uma puta trilha sonora e os personagens estão muitíssimo bem dublados também, mas aí eu não sei dizer o que não poderia ser feito para essas provas de aptidão, torneios de lutas, disputas de super poderes, leilões, carteados dinâmicos em rpgs que acontecem na vida real, se realizassem de uma forma mais plena e vibrante.
Meu Deus que arco chato o dessas cartinhas pqp, sorte que foram poucos episódios.
Esse arco mistura a mitologia do anime com jogos inspirados em Pokémon e Yu gi oh. Traz novos personagens maravilhosos como Bisc, que eu adoro.
E não vou ser hipócrita, gostei muito de ver o Hisoka pelado. E ri demais da interação dele com os meninos.