Lucas
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Um Filme Minecraft (A Minecraft Movie) 197

Um Filme Minecraft

  • Lucas
    11 meses atrás

    O apelo de um jogo como Minecraft está no seu elemento “sandbox”, em ser um espaço aberto repleto de ferramentas para os jogadores se sentirem um pouco exploradores e um pouco co-criadores dessa terra quadrada e fantástica. Os fragmentos narrativos oferecidos aqui e ali montam um quebra cabeças que se completa com o protagonismo e a imaginação do jogador. A aventura deixa de fazer sentido se você para de engajar e exercer esse papel ativo nela. Um filme de Minecraft, portanto, nunca foi uma ideia muito boa pra início de conversa. Mas, até aí, um filme de Lego parecia fazer tanto ou menos sentido quanto e acabou se justificando e sendo sensacional.

    O que tinha em Uma aventura Lego e falta em Um filme Minecraft é criatividade. Muito ironicamente, pois este é não só o elemento central da identidade da marca como o assunto explícito do filme, seu mais forte tema, se conseguimos encontrar algum. O “arco” de Henry gira em torno de ele ser tipo um gênio, super inventivo, apesar de o máximo que ele constrói nesse mundo ilimitado ser uma torre sem graça e uma arma de atirar batatas. Parece até piada, enquanto as piadas propriamente ditas do texto não fazem rir.

    Extremamente sem graça também é a trama aqui, a própria definição de “qualquer coisa”. Talvez se escolhessem um único foco narrativo e protagonista funcionasse melhor. Ou as aventuras do explorador Steve, ou a volta por cima do Lixeiro, ou a superação dos traumas e o amadurecimento de Nat e Henry. O tom geral de leveza e comédia do filme se sustenta sobre o carisma de seus atores e suas personas que se confundem com as dos personagens, especialmente Jack Black e Jason Momoa. Até porque não há muita substância em qualquer deles, então o que sobra é o carisma natural mesmo.

    Fora isso, os efeitos visuais são competentes, o cenário 100% fabricado do “mundo superior”, os bloquinhos, vivos ou decorativos, se materializam e interagem bem nas cenas. Nada muito impressionante ou inspirado, mas o digital sobre a tela verde funciona. A esquete de Jennifer Coolidge e seu namoro com um dos aldeões (NPCs genéricos) que escapa do jogo para o “mundo real” é algo totalmente deslocado e bizarro que pelo menos isolado também funciona como comédia do absurdo. Mas são raros até esses momentos absurdistas mais escrachados. Difícil de defender.

  • A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ) 1,2K

    A Paixão de Cristo

  • Lucas
    11 meses atrás

    Este é um filme de Páscoa raiz, hardcore, católico/crente “na veia”. O episódio da paixão de Cristo nesta retratação visceral de Mel Gibson faz suas escolhas de modo a torturar o espectador junto ao Deus vivo e filho de Deus dos cristãos e nem falo isso no mal sentido. O martírio, a via crucis, o sacrifício expiatório pelos pecados do mundo se potencializa nesta lente que se aproxima das feridas em carne viva, parece sádica, mas nunca deixa de prestar reverência à figura de seu protagonista trágico. Afinal, trata-se literalmente da maior tragédia que já existiu, seu arquétipo e realização supremos na História.

    Anunciado por profetas desde o Antigo Testamento, Sua vida, Seu evangelho e Sua morte transformam e dão sentido à própria Criação. A traição de Judas, a humilhação que Ele é obrigado a passar, injustamente cuspido, escorraçado, espancado, açoitado, e por fim, pregado, crucificado, perfurado e morto, tudo isso em razão da iniquidade e crueldade do povo (e o filme bem mostra a relativa indiferença dos governantes enquanto o próprio povo e em especial seus religiosos o condenam), levam à Salvação desse mesmo povo, em ato de puro Amor. Ao mesmo tempo a Tragédia das tragédias, uma luta inescapável frente ao Destino, o Cristo Ressuscitado oferece o final feliz inexistente na época dos gregos e seus deuses mesquinhos, presos a um pós-vida imutável e sombrio. Quando volta da mansão dos mortos, Cristo abre as portas para todos os heróis e santos do passado e do futuro poderem passar. Todas as tragédias viram (divina) comédia. Mas não deixa de sofrer, se lamentar, pedir por misericórdia, porque Deus se fez Homem de carne e ossos, suor e sangue.

    A partir dessas ponderações ou qualquer reflexão filosófico-narrativa-poética-teológica inspirada pelo filme, pode-se observar que, neste caso, a arte e o seu sentido religioso se misturam muito profundamente, sendo impossível uma análise desassociada, pois se perderia toda a essência e o valor daquilo ignorando a questão da Fé dos seus realizadores, demonstrada na forma que o filme assume. Apenas uma pessoa, senão católica, muito influenciada pela visão católica do mundo e por sua leitura específica da Paixão, condensaria toda a vida de Cristo em suas últimas 12 horas para buscar nelas todo tipo de simbolismo e associação com suas experiências pregressas. Dentro dessa cosmovisão era a decisão óbvia, porque está tudo ali.

    Maria, Madalena e os apóstolos participam desse momento decisivo, epicentro narrativo e da História civilizacional, do Getsêmani (escuro, de atmosfera densa), ao Calvário (árido, brutal), como as testemunhas que foram e também funcionam na estrutura do filme como esses ganchos para pontuar passagens específicas do Evangelho em meio a toda a dor excruciante, jamais diluída. Muito pelo contrário, a câmera se demora e cria cenas fortes, difíceis de ver, do martírio. O Cristo de Caviezel carrega dor, muita dor, e bondade piedosa no olhar, mesmo quando quase não conseguimos mais ver um dos seus olhos pelos ferimentos e pelo sangue. Aliás, a físicalidade na atuação do ator impressiona pois precisa ser forte e frágil ao mesmo tempo, sofrida e resiliente. Não diria que é simples representar a Carne e o Sangue, sagrados na liturgia católica, o Pão e o Vinho eucarísticos, mas conseguiram de alguma maneira.

    Não compreendo totalmente o preciosismo de Gibson em querer usar os antigos aramaico e latim como as línguas faladas no filme, mas aplaudo a coragem de levar a cabo essa ideia. Acaba ajudando na contextualização e imersão. Mesmo que seja dramatizado do mesmo jeito, não é documento histórico, Jesus não falando inglês moderno mas uma língua que soa estranha e antiga aos nossos ouvidos me parece mais correto, menos incômodo. Essa preocupação aparece também na reconstrução da época, apesar de um ar de teatralidade e de nunca entendermos totalmente a geografia dos lugares. Não nos perdemos na mise-en-scene, mas o que quero dizer é que existe qualquer coisa de genérica nessa Jerusalém do filme, não diria que como uma novela bíblica da Record, pois é bem melhor realizada do que isso, porém é essa mesma ideia de oriente que orienta a encenação. A base pode até ser histórica, mas falta mais especificidades. A cidade não é personagem.

    Por outro lado, Pilatos (Hristo Shopov) ganha uma dimensão interessante justamente nesses detalhes de caracterização, nessas especifidades, que lhe dão um caráter mais austero e sóbrio, contrastante com a vilania de um Caifás (Mattia Sbraglia), a fanfarronice de um Herodes (Luca de Dominicis), a bizarrice de um Barrabás (Pietro Sarubbi). E, dentro desse lado antagonista, há ainda uma curiosa representação do próprio Antagonista, andrógeno, assustador e sempre à espreita, carregando cobras e bebês demoníacos, a figura simbólica por trás do Mal, dos atos de selvageria do povo, da traição, tormento e suicidio de Judas (Luca Lionello). A vitória sobre a Morte de Cristo faz esse Inimigo (meio figurativo, apesar de real) gritar e a Terra tremer. Quase dois mil anos depois e ainda lembramos e revivemos o episódio, seja nas missas católicas, outras cerimônias cristãs, em palcos do Brasil, em filmes de Hollywood. E pra achar isso bonito nem precisa ser religioso. Para quem é de fé, feliz Páscoa!

  • Dragon Ball Daima (ドラゴンボール ダイマ) 44

    Dragon Ball Daima

  • Lucas
    12 meses atrás

    Dragon Ball Daima foi um presente de despedida que Akira Toriyama deixou para seus fãs. E apesar de ter trabalhado em todo o conceito, história, designs, infelizmente faleceu antes de sua estreia, então Daima, quando lançou, tornou-se também uma homenagem póstuma ao seu criador, honrando seu legado. Está aqui toda a essência de Dragon Ball, especialmente daquele comecinho antes da fase Z.

    O gimmick de transformar os personagens adultos em crianças acaba funcionando muito por mimetizar o estilo e o espírito dos primórdios da franquia. E a aventura toda explorando o mundo dos demônios é uma clássica aventura de RPG ou, melhor ainda, um J-RPG nos moldes de Dragon Quest, outro filhote de Toriyama.

    Acaba que o desenvolvimento se apressa demais a partir de certo ponto e adoraria que a gente pudesse ter curtido com mais calma esse passeio por um mundinho tão divertido e interessante. Mas amo a simplicidade, a pureza, o humor, a inocência, os personagens e inimigos que são sempre um pouco bobos demais, mas não no mal sentido, pois a vibe está de acordo.

    Daima, o rei demônio, Majin-Doo e Manjin-Kuu nunca foram pra se levar a sério de verdade. Daima é como comer doce em talheres de plástico meio arredondados e sem corte, conceitualmente pensado assim. Não há o gravitas da fase Z porque não era pra ter mesmo. Fiquei com um sorriso no rosto durante todos os episódios. Valeu, Toriyama. Descanse em paz.

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