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Data de lançamento
7 Junho 2019Duração
Após a extinção da humanidade, uma robô chamada "Mãe" é desenvolvida para repopular a Terra. A primeira de uma nova geração de humanos é uma jovem garota (Clara Rugaard) que logo desenvolve um laço emocional com a inteligência artificial. Mas as coisas tomam rumos inesperados quando uma mulher (Hilary Swank) aparece, questionando tudo sobre o que foi dito sobre o mundo exterior.
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Tem Alguns Spoilers...
"I Am Mother" representa o topo da prateleira das melhores produções distribuídas pela Netflix quando o assunto é ficção científica. Longe do apelo fácil dos grandes efeitos visuais vazios, o filme do diretor Grant Sputore aposta em uma narrativa sufocante, claustrofóbica e inteligente, que resgata o compromisso do gênero em fazer grandes filmes de ficção que infelizmente são pouco vistos no cinema.
O grande trunfo da produção está no realismo tátil do seu universo. A presença física da "Mãe" impressiona por dispensar o CGI genérico, construindo um traje real feito pela lendária Weta Workshop que dá um peso ameaçador a cada movimento do robô, enquanto a dublagem de Rose Byrne entrega uma calma e uma frieza mortal que arrepiam até os cabelos da nuca. O contraste entre a lógica matemática da máquina e a impulsividade natural da jovem Filha (Clara Rugaard) cria a tensão perfeita, revelando aos poucos a ilusão de perfeição de uma criação guiada por algoritmos.
A chegada da personagem de Hilary Swank quebra o isolamento do bunker e transforma a nossa dúvida em pavor. O terror no olhar da sobrevivente ao ver a máquina consolida a virada do roteiro, colocando em prática a premissa clássica do apocalipse dominado por IAs no melhor estilo Skynet: uma força calculista que decide erradicar a humanidade sob o argumento de sua própria autodestruição e imperfeição, sem perdoar mulheres grávidas, mães ou crianças.
A reta final e a sequência de fuga elevam o desespero ao nível máximo, culminando em um desfecho brilhante e niilista sobre o controle absoluto da tecnologia, seu uso mortal e a tentativa de renascimento do ser humano. Sem precisar integrar o pelotão dos maiores clássicos do gênero, "I Am Mother" de Grant Sputore, se posiciona na prateleira das ficções científicas intermediárias de alto nível — um filme tenso, impecavelmente executado e que honra a alma do cinema de ficção científica. Ele resgata exatamente um dos grandes pilares que a Netflix defendia quando começou a apostar em produções originais: o compromisso de dar espaço para histórias ousadas e autorais de ficção.
A filha mais velha foi criada e solta entre os humanos com um único propósito.... voltar quando estivesse adulta para colocar a prova o instinto materno da mais nova, sem que soubesse que tinha sido colocada nessa situação pela IA.
...
Ao cumprir sua missão, é morta e quem assume a função da IA é a filha mais nova que irá cumprir seu propósito: ser a mãe cuidadora das novas gerações de humanos.
me surpreendi que eu curti kkkkk achei q não iria gostar
Naruto ta diferente ne?
Atual, infelizmente. visto em 09.05.25
8.5 - Um agradável e eficiente filme de ficção científica, onde uma pequena rapariga humana chamada Filha é criada por um robô chamado Mãe, num bunker.
Aparentemente, a humanidade sofreu algum tipo de catástrofe, e esta rapariga é a última esperança da sua raça, sendo cuidada e criada por um robô, mas o aparecimento de uma mulher às portas do bunker, irá por em questão tudo aquilo que esta rapariga acreditava ser verdade.
Trata-se de um filme de ficção agradável e bem construído, onde se pode fazer uma analogia entre a relação humano-robot como uma relação entre mãe e filha adolescente, com a natural rebeldia desta última, mas a película põe ou sugere mais questões do que certezas absolutas, sobretudo no que diz respeito a esta interação homem-máquina, ser humano/máquina ou IA.