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Data de lançamento
22 Nov. 1955Duração
Velho empresário está obcecado com a ideia de que haverá um extermínio nuclear. A família conclui que ele já não é capaz de gerir os negócios e o afasta. Ele continua com medo e tenta convencer a todos a sair do Japão em busca de segurança na América do sul, no Brasil. Nesta ocasião, ele mostra as vicissitudes de uma família numerosa com um pai obsessivo. E sua obsessão com uma guerra nuclear. O filme alterna momentos duríssimos com outros de plena ternura. Produção bem no estilo de Kurosawa, com fotografia e interpretação soberbas.
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Dos filmes do diretor Akira Kurosawa que eu vi até agora esse foi um dos que menos me impressionou. O seu tema é importante e de grande valor histórico, só que não foi tão bem explorado pelo roteiro como poderia e o ritmo lento que domina boa parte do filme também não ajuda. No elenco Toshiro Mifune entrega mais uma boa atuação, embora a maquiagem utilizada para envelhecê-lo tenha sido pouco convincente. O que para mim acabou salvando o filme foram os conflitos familiares da história e as citações ao Brasil feitas ao longo dele.
Reassistido em 30/11/2024 (maratona da filmografia de Akira Kurosawa).
Filme perturbador por mostrar a lenta descida à loucura de um empresário paranóico por guerra nuclear. Uma íncrível performance de um quase irreconhecível Toshiro Mifune!
Anatomia do medo foi, um fracasso total de público. Donald Richie afirma que, de toda a filmografia de Kurosawa este foi o filme que mais causou prejuízo nas bilheterias. Devido aos resultados em seu mercado doméstico, Anatomia do medo teve grande dificuldade em penetrar outros países, principalmente fora do circuito dos festivais. O filme só viria a ser exibido nos EUA em 1967.
No Brasil, onde desde os anos 50 havia um público aficionado pelo cinema
japonês, não havia sido exibido até 1964. Este dado se torna ainda mais relevante ao
comparar que, segundo a mesma fonte, a despeito da ausência do filme analisado, obras
posteriores já haviam sido exibidos, como Yojimbo – O Guarda-Costas (Yojimbo, 1961).
É interessante notar também que, apesar de seus resultados de bilheteria, o filme, na
realidade, era respeitado pela crítica do período, o bastante para conquistar um lugar
entre os “Dez melhores” filmes do ano, na lista da respeitada Kinema Junpo, além de
ser escolhido para ser enviado a Cannes em 1956, mesmo já se sabendo que ele havia
sido um fiasco.
Ser um diretor influente, aliado a uma equipe renomada e uma distribuidora gigante
em uma indústria pulsante, poderia ser motivo o bastante para que a maior parte dos
filmes ao menos se pagasse em vendas de bilhetes, especialmente se a crítica aprova,
este não foi o caso aqui. É preciso averiguar que efeitos negativos foram tão poderosos
ao ponto de que os espectadores, se dermos crédito às palavras de Hashimoto
( Roteirista), nem viessem às salas de cinema.
Claramente uma influência importante para Tarkovsky em O sacrifício (1986)