Petr e sua noiva vão ao interior passar um fim de semana na companhia do amigo e familiares. Nesta viagem, ele tem a oportunidade de conhecer as particularidades de cada um que compõe aquele distinto ambiente.
O filme é belíssimo, detém de uma fluidez incrível. Funciona em tudo, como comédia, como drama familiar, em tudo. Também, logo na metade do filme percebi que eu estava assistindo um elenco de atores amadores. E isso é um acerto tão grande, pois foi o maior responsável por trazer a organicidade que essa história necessitava. Vemos apenas uma família, de pelo menos 2 gerações, se relacionando de forma muito natural, como deveria ser: tem conflitos, amores, ensinamentos e música, música da boa. Para mim ficou óbvio que Iluminação Íntima faz jus ao título e que, na verdade, é mais uma obra-prima da Nova Onda Tcheca. O único momento que fiquei triste foi quando o filme acabou.
Não tem uma história necessariamente, mas quando termina, fica-se com a impressão que estivemos lá, visitando aquela família e passando o dia com eles. Gostei muito!
Me lembrou muito a primeira parte de um outro filme do leste europeu, o recente "Guerra Fria". Só que enquanto no filme polonês os músicos a serviço do governo vão em busca de músicas regionais para valorizar o caráter popular da identidade nacional, aqui em "Iluminação Íntima" vemos uma certa tensão entre a cultura erudita, promovida oficialmente, e a afirmação da cultura local, popular e de entretenimento. Impossível não observar em alguns diálogos e sequências, uma certa crítica ao dirigismo do socialismo real, como na fala da avó sobre a diferença entre um hábito e o funcionamento errático do relógio-despertador. Um filme da 'nouvelle vague' tcheca leve, simpático e muito bacana, com uma trilha sonora cativante.
O filme é belíssimo, detém de uma fluidez incrível. Funciona em tudo, como comédia, como drama familiar, em tudo. Também, logo na metade do filme percebi que eu estava assistindo um elenco de atores amadores. E isso é um acerto tão grande, pois foi o maior responsável por trazer a organicidade que essa história necessitava. Vemos apenas uma família, de pelo menos 2 gerações, se relacionando de forma muito natural, como deveria ser: tem conflitos, amores, ensinamentos e música, música da boa. Para mim ficou óbvio que Iluminação Íntima faz jus ao título e que, na verdade, é mais uma obra-prima da Nova Onda Tcheca. O único momento que fiquei triste foi quando o filme acabou.
Não tem uma história necessariamente, mas quando termina, fica-se com a impressão que estivemos lá, visitando aquela família e passando o dia com eles. Gostei muito!
Me lembrou muito a primeira parte de um outro filme do leste europeu, o recente "Guerra Fria". Só que enquanto no filme polonês os músicos a serviço do governo vão em busca de músicas regionais para valorizar o caráter popular da identidade nacional, aqui em "Iluminação Íntima" vemos uma certa tensão entre a cultura erudita, promovida oficialmente, e a afirmação da cultura local, popular e de entretenimento.
Impossível não observar em alguns diálogos e sequências, uma certa crítica ao dirigismo do socialismo real, como na fala da avó sobre a diferença entre um hábito e o funcionamento errático do relógio-despertador.
Um filme da 'nouvelle vague' tcheca leve, simpático e muito bacana, com uma trilha sonora cativante.
flui com a música.....
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