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Data de lançamento
7 Fev. 1980Duração
A jovem poetisa Rose Elliot habita uma casa de atmosfera estranha em Nova York. Um dia, ela compra um livro chamado “As Três Mães” e começa a desconfiar que sua casa foi lar de uma das Mães do Inferno descritas no livro - três bruxas que supostamente governam o mundo desde tempos imemoriáveis. Com medo, ela liga para seu irmão Mark, que estuda em Roma, pedindo ajuda para decifrar o mistério.
Segunda parte da trilogia macabra criada por Dario Argento sobre As Três Mães, composta também de "Suspiria" (1977) e "O Retorno da Maldição - A Mãe das Lágrimas" (2007).
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É um filme interessante na premissa, mas bem lento, roteiro não me manteve preso, assim como os personagens.
Como experiência visual e sonora, ele é delicioso, porém não possui roteiro nenhum; é só pessoas aleatórias fugindo e se enfiando em lugares escuros o tempo todo. kkk
A Mansão do Inferno é uma sequência de Suspiria, mas a história não é tão conectada assim, tudo fica mais por conta de um universo criado, onde o diretor Argento trabalha a mitologia criada por Daria Nicolodi, envolvendo as três Nossas Senhoras da Dor. Igualmente no filme anterior, a ambientação e o estilo são bem chamativos, cores vivas, luzes intentas e tudo mais já característico de Dario Argento. O pesar ainda é o roteiro, que possui até um certo potencial, mas não consegue ser alcançado, aí a atmosfera acaba sustentando todo o resto, elevando a qualidade do filme.
*** (Bom)
Tinha potencial pra ser tão bom quanto Suspiria mas os atropelos principalmente no início, pulando abruptamente de um personagem pra outro atrapalha um pouco e pulando os acontecimentos também. Aquela cena na biblioteca em Roma é a melhor parte na minha opinião, digna de clássico de terror mesmo. Também vale destacar a trilha legal demais do lendário Keith Emerson, algumas partes soam bastante como ELP.
Embarcando no segundo capítulo da Trilogia das Mães, devo dizer que, em alguns sentidos esse filme é até melhor desenvolvido que Suspiria, mas ao mesmo tempo o que deixa ele abaixo pra mim é que, justamente por desenvolver melhor uma trama de investigação, ele promete algo que não cumpre — enquanto Suspiria não promete tanto.
O grande problema do mistério (minha estrutura de enredo favorita em qualquer gênero) é que as respostas precisam ser mais interessantes do que as perguntas, e se suas respostas não forem, é melhor não respondê-las. "Inferno" começa a detalhar uma mitologia que foi apenas sugerida em "Suspiria", e sinto que talvez devesse ficar no mistério aqui também. Os 3 minutos finais entregam uma única linha de diálogo apenas que, se fosse retirada, melhoraria o filme em 200% e o tornaria uma obra de arte ambígua e aberta a interpretações.
De qualquer forma, assim como nos outros filmes do Argento, o enredo aqui é o de menos. Ele não tem medo de gastar-se no suspense, no horror, e os personagens coadjuvantes, especialmente Kazanian, são muito interessantes.
Aliás, Argento não precisaria ter feito seu "Fantasma da Ópera", pois "Inferno" é muito próximo do que uma adaptação boa do livro seria. Aliás, algo que amei neste filme é que ele é o mais gótico de todos os filmes do Argento que assisti até agora e isso muito me agrada. Até esses três minutos finais que comentei, ele possui uma atmosfera de mistério e de um sobrenatural incompreensível que agrada muito o meu gosto. Agora, Argento está num primor de direção visual aqui excelente, e sua equipe faz um ótimo trabalho de edição, cores, cenografia etc. ao mesmo tempo fazendo referências à 'Suspiria", mas também trazendo uma atmosfera própria, adequada à mudança de cenário urbano. Eu só coloco "Suspiria" à frente de "Inferno" também no sentido de que, neste aqui, Argento está mais "correto", menos experimental, menos "febril".
Agora é me abraçar pra ver o capítulo final da trilogia, pois me contaram que né bom não, mas vamos terminar, né...