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Data de lançamento
10 Junho 2021Duração
Evan McCauley vive com memórias e habilidades que não são suas. Quando descobre que elas vêm de vidas passadas, se junta a uma sociedade secreta de pessoas que vivem como ele.
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Quando alguém quer fazer um filme de Assassins Creed mas não tem os direitos
⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
Antoine Fuqua — responsável por filmaços como "Dia de Treinamento" e "O Protetor" — deve ter lido algum livro da Zibia Gasparetto e feito uma terapia de regressão de vidas passadas. Porque o filme tenta ser uma mistura requentada de "Matrix" com "A Origem", numa salada genérica de ficção, ação e reencarnação. A premissa é até interessante, mas a execução é um horror.
A trama conta que existem humanos imortais chamados "Infinitos", que reencarnam há milênios mantendo todas as memórias e habilidades das vidas passadas. Só que a ordem desses imortais se dividiu em duas facções opostas: de um lado, os "Crentes", que querem usar o conhecimento secular para guiar a humanidade; do outro, os "Niilistas", liderados pelo vilão interpretado por Chiwetel Ejiofor. O cara simplesmente cansou de reencarnar e decide que a melhor saída é acabar com tudo pra descansar em paz! É a motivação mais mimada e sem sentido da história: um genocídio universal movido pela preguiça de viver de novo.
Para tentar salvar o mundo, entra em cena Evan McCauley (Mark Wahlberg), que passou a vida achando que seus flashes de memórias eram surtos de esquizofrenia. Mark Wahlberg atua o filme inteiro na marcha lenta, no limite da expressão facial entre o meio sorriso e o franzir da testa. Ele descobre que já foi samurai, guerreiro secular e cientista, mas mantém a velha cara de cliente entediado na fila do banco. A química entre os atores é um horror e o roteiro expõe os conceitos de vidas passadas de forma absurda através de diálogos explicativos de dar vergonha.
No meio da briga das facções tem o tal do "Ovo" — uma engenhoca de CGI apocalíptica. No clímax da história, Mark Wahlberg acelera uma moto dentro do compartimento de carga de um avião em pleno voo, decola da rampa pra fora, aterrissa na asa de outra aeronave no ar, finca uma espada na lataria pra não voar com o vento e começa a lutar esgrima a 800 km/h sem capacete e sem perder o fôlego! É uma cena tão bizarra e artificial que o perigo, a tensão ou a emoção somem, ficando apenas a vergonha.
"Infinito" é o suco do blockbuster genérico, preguiçoso e esquecível que as pragas dos estúdios despejam no streaming pra cumprir tabela. Pegou uma ideia com potencial de ficção científica, um orçamento milionário e o talento de grandes atores, e transformou num pastelão de corrida atrás de bolinha de CGI que destrói o mundo. Um desastre de ciência e reencarnação que nasceu morto e não deixa saudade nenhuma.
Fica o inferno de filme, mas que descanse em paz no catálogo.
Filme fraco e genérico.
10/07/2026
Nhééééé...
Infinito. Direção Antoine Fuqua. Filme ruim, cansativo. Antoine Fuqua é excelente diretor, mas nesse filme ficou a desejar. O filme é um amontoado de cenas de vários filmes de ação. Não me encantou. Ruim