Insiang é a filha explorada da favela que suporta abusos de todos ao seu redor: seu namorado insensível, sua mãe harpia e o amante mais jovem e desprezível de sua mãe. Mas depois de ser estuprada por ele, a timidez de Insiang se transforma em determinação para se vingar.
Será que ela realmente venceu no final?
Fica a questão...
Um bom filme filipino
Filme N°72 assistido do ano
Apesar de alguns defeitos evitáveis, como trilha sonora repetitiva, algumas atuações fracas e o áudio dos diálogos ser bem problemático, a história é bem consistente e a ambientação é bem retratada e verossímil. Acompanhamos Insiang, a protagonista, passando por uma trilha cotidiana infernal, onde parece não haver aliados e, tampouco, esperança. Do início ao fim, o sabor amargo impregna e não sai.
Curti muito. Filme me prendeu do início ao fim!
Acredito que este filme é um bom argumento sobre como as nossas condições de vida, ou seja, o ambiente em que vivemos formam a nossa relação com as outras pessoas e o mundo. Durante a primeira parte, eu questionava a protagonista por depender desesperadamente de um homem para 'salvá-la' e acreditar nas palavras deles. Aos poucos entendo melhor a sua perspectiva de vida. Em seguida, quando a personagem manipular os outros através das palavras para conseguir seu objetivo, percebo que ela aprendeu com as suas duras experiência e o seu entorno: as palavras têm poder.
Ao invés de fugir, ela joga com as parcas cartas que tem às mãos. Acredito na veracidade de Insiang, mesmo sem empatia. Ver as estruturas sociais de outro país longínquo tão parecido com a miséria humana de sobrevivência no meu próprio país é uma das mágicas do cinema, aqui bem exploradas em tons melodramáticos de folhetim.
Paixão, traição e vingança, os sentimentos que latejam e borbulham nos seres humanos estão no prelúdio, no ápice e no prólogo desse drama.
Filmaço!
O filme segue o estilo "cru" de Manila, principal obra do diretor feita um ano antes, que me conquistou de cara (motivo de logo buscar outro filme de Lino Brocka para assistir). A pobreza é quase um personagem do filme, é totalmente influente na história, mesmo que não pareça. Durante o longa nos sentimos sufocados, angustiados em simpatia pela personagem principal. Em determinado momento fiquei com um pé atras principalmente quanto a mensagem que o filme queria passar, mas o ato final resolve tudo de maneira sensacional! Ótimo filme