Depois que sua cunhada morre em um estranho acidente de motocicleta em Saigon, Thien recebe a tarefa de entregar seu corpo em sua cidade natal no interior, para onde também leva seu sobrinho de 5 anos, Dao, que milagrosamente sobreviveu ao acidente. Em meio às paisagens místicas do Vietnã rural, Thien começa uma busca por seu irmão mais velho que desapareceu anos atrás para entregar Dao a ele - uma jornada que questiona profundamente sua fé.
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Vencedor da Câmera de Ouro no Festival de Cannes. Difícil escrever sobre este filme, é um filme que você tem que sentir mais do que entender. Cheio de percepções e uma excelente fotografia. A relação do personagem principal com o sobrinho foi o que mais me cativou, acho que o ritmo cai um pouco mais para o final. O começo é meio estranho e não entendi muito bem, já que os amigos estavam no local do acidente, comentam sobre o mesmo até fazendo de que nada aconteceu com a criança, mas depois ele é notificado sobre o acidente enquanto faz massagem (o tio não reconheceu o próprio sobrinho no local?). É um bom filme que merece ser contemplado por quem curte este tipo de filme meio road movie, meio contemplativo, meio que não vai para lugar nenhum e cheio de significados escondidos.
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O título do filme no Brasil é "No interior do Casulo Amarelo".
A primeira hora é muito interessante e me agarrou de um jeito que não esperava. Do segundo para o terceiro ato, no entanto, o filme se esparsa demais e divaga a um caminho que acaba me perdendo. Sinto até um pouco de autoindulgência nele, o que me desagrada também. É desses exemplares pra se rever, se debruçar e absorver toda a contemplação a qual ele se propõe a evidenciar. E com certeza é um filme que, apesar de complexo em sua estrutura, mostra a simplicidade do cotidiano e da vivência de um jeito bem bonito. E é muito bem filmado, mas muito mesmo. Mas, a princípio, não funcionou comigo da maneira que esperava, infelizmente.