Uma americana é detida na China. Um árabe é detido nos EUA. A paranóia toma conta dos governos. Os EUA são a China. A China é os EUA. A americana estuda ciências políticas. O árabe estuda ciências políticas. Ambos são estudantes e ambos estão detidos e sem acusação formal, eles são apenas suspeitos. E os interrogatórios são exatamente os mesmos, os mesmos diálogos, os mesmos colóquios.
Informações Adicionais
Strip Search (idem, 2004), de Sidney Lumet, foi objeto de uma verdadeira celeuma nos Estados Unidos. Tendo como enfoque a restrição das liberdades individuais concedidas depois do 11 de setembro, o filme segue diversas narrativas paralelas, entre as quais uma mulher americana detida pelas autoridades chinesas e um árabe detido pelas autoridades americanas. Repleto de atores famosos (Maggie Gyllenhaal, Glenn Close, Ellen Barkin), o filme foi produzido pela HBO e exibido apenas uma vez na emissora americana. Depois disso, todos os horários de reexibição foram trocados e, tempos depois, o filme foi remontado e transformou-se num filme de 50 e poucos minutos. O filme enfureceu os patriotas americanos que defendem o "ato patriótico", e a censura (interna ou externa, sabe-se lá) decidiu dar ao filme a mínima visibilidade possível.
Foi exibido na TV brasileira em sua versão completa (120 min), mas infelizmente o DVD é da versão "condensada", ainda assim muito boa de se assistir.
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Drama feito para a TV da HBO Films. O filme explora o status das liberdades individuais após os ataques de 11 de setembro de 2001 e a aprovação do USA PATRIOT Act. As autoridades detêm e interrogam uma americana na China, Linda Sykes, e um árabe em Nova York, Sharif Bin Said. Ela presta informações ao oficial chinês Liu Tsung-Yuan e ele revela o que sabe a Karen Moore.
Também conhecido como "Crimes premeditados", este filme foi alvo de muita controvérsia e polêmica. O corte original era de 120 minutos, mas foi reduzido para 56 minutos. A TV alemã mostrou uma versão de 86 minutos. Foi ao ar apenas uma vez na HBO e outras exibições programadas foram canceladas. Talvez pela nudez total de Maggie Gyllenhaal e de Bruno Lastra nas sequências em que são interrogados e são constrangidos.
Assisti essa versão no HBO Max e gostaria muito de ver a versão integral. Libera aí, Dona HBO!
"Digamos que, em teoria, o governo dos Estados Unidos pudessem livrar o mundo do terrorismo para sempre, mas só se vocês abandonassem todos os seus direitos de cidadãos americanos. Fariam isso? "
Apesar da curta duração, esse é um filme extremamente instigante, curioso e desafiador para o aspecto de leis como The Patriot Act.
Além do altamente competente elenco e suas incríveis atuações, esse longa metragem tem o roteiro assinado pelo dramaturgo, roteirista e produtor de televisão norte-americano, Tom Fontana e a direção do diretor, produtor e roteirista Sidney Lumet, com mais de 50 filmes em sua carreira.
Analisando friamente o tema e o trazendo para o cenário em que vivemos no nosso país, será que nós temos os nossos direitos preservados pelo governo? O direito mínimo da sobrevivência, da dignidade, de um sistema de saúde e ensino público digno? E o nosso direito a vida? Será que estamos sendo levados a uma escala de morte em massa nessa pandemia desenfreada? Quem preserva nossos direitos? Isso foge um pouco da temática do filme, mas não deixa de ser abordado como nosso "direito". Direito esse que muitas vezes é cerceado...
Esse ótimo longa metragem nos traz a luz da reflexão.
Maratona Maggie Gyllenhaal (7º assistido)
Curioso pela versão integral.
Filme polêmico. Infelizmente parece impossível encontrar a versão completa. Então fica até difícil avaliar pela versão mutilada lançada em dvd. Gostei da premissa, mas não da estrutura narrativa, ficou artificial e menos impactante do que parecia no início, mesmo com o esforço de bons atores.