Jay (Mark Rylance) e Claire (Kerry Fox) formam um casal que vive uma relação passional, onde se encontram todas as tardes de quarta-feira por um único motivo: sexo. O casal segue um ritual: tiram as roupas, fazem amor, se vestem e partem sem dizer uma só palavra. Sempre se sentem um pouco embaraçados, mas nada têm a dizer um ao outro e também nada sabem sobre suas vidas. Um dia, Jay decide conhecer melhor sua parceira. Ele a segue e descobre que ela é uma atriz, casada e com um filho. Seu marido é um simpático taxista, com quem Jay faz amizade. Ao saber do fato, Claire desaparece. Mas Jay não se conforma e parte em seu encalço.
A querida só queria fazer o que homens fazem desde sempre, mas nem isso conseguiu.
E ainda fez tudo isso por um cara meia bomba desses... se as transas ainda parecessem boas, teria me convencido mais.
O filme tem bons embates emocionais e personagens complexos, mas no geral achei bem enfadonho. Não assistiria de novo.
Intimacy é um filme sobre solidão que tenta explorar a tristeza e frustração de seus personagens através do sexo e é bem sucedido justamente nas cenas eróticas, mas falha quando se volta para os diálogos. Para mim, o que segura o filme são as atuações de Kerry Fox e Mark Rylance, além de Timothy Spall com uma atuação muito potente em um personagem difícil.
A entrega nas cenas de sexo aqui são intensas, ate desconcertantes se imaginarmos que os cônjuges na vida real dos atores devem ter ficado desconfortáveis, e é muito interessante essa abordagem, algo sem total intimidade, apenas sexo casual agendado, a medida que o andamento vai seguindo e voce vai adentrando na vida da Clair, imagina um casal feliz, com filho e a moça faz o que faz justamente por algo muito intrínseco que minha sensibilidade não conseguia sacar o por que, somente o lado exótico do ato.
Mas ai vai percebendo o vazio de consistência na relação matrimonial da Claire e seus anseios, a sutileza como os sentimentos vão mudando no Jay, a curiosidade, ate a quebra do pacto silencioso.
O filme em si é construído mais nos diálogos de jay e o marido da clair para ir entendendo, a maior parte fica em atos subliminares cotidianos, interações do Jay, duas vidas opostas, alias três por que tem sua relação com os filhos e ex.
No final fiquei me perguntando como começou, como foi a primeira vez , é surreal essa simbiose sexual. Em parte e um filme meio estranho, com momentos parados, olhares, mas é interessante.
um filme sensual do avesso. tem o mesmo alcance imagético de um álbum do tindersticks (não à toa a música que abre o filme é deles) ou do the national, servindo de pano de fundo para as necessidades quase desesperadas de duas pessoas desamparadas, que mal sabem porque precisam uma da outra. seus corpos rolam pela cama, pela sujeira, e o sexo é sentido, nos mínimos toques, nos movimentos, e não encenado ou fingido, como nos filmes glamourizados tipicamente hollywoodianos, com atores que atingem um padrão de beleza inalcançável e se produzem para as cenas. mark rylance e kerry fox são bonitos sem precisar forçar uma imagem à qual eles não correspondem. se não bastasse tudo isso, é um dos únicos, se não o único, filmes que eu vi que mostram um homem tendo um orgasmo de verdade, se contorcendo e gemendo de prazer.
não entendo a média tão baixa.