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Data de lançamento
5 Ago. 1916Duração
O filme fala da intolerância através dos tempos, através de quatro histórias paralelas.
O filme mostra quatro histórias que contam casos de intolerância: na Babilônia; na França, durante o massacre da noite de São Bartolomeu; na Judéia, na época da crucificação de Cristo; e nos Estados Unidos na época em que o filme foi realizado, sendo que as histórias são interligadas pela dramatização de um poema de Walt Whitman.
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Vou dar uma de metido a cinéfilo mas descobri esse filme num comercial do Telecine explicando a origem do cinema. Porque esse filme foi o precursor do cinema que temos hoje: planos abertos, cenas e mise en scene que são utilizados até hoje. Fora isso, acho que ele ainda é meio atual: o filme discute muito da essência humana e como o ser humano age e acho que isso ele faz sem fazer necessariamente um juízo de valor.
O filme "Intolerance" nasceu como uma espécie de resposta às duras críticas que D. W. Griffith recebeu por "The Birth of a Nation". Aqui, o diretor constrói quatro histórias diferentes, ambientadas em épocas e lugares distintos, todas girando em torno de um mesmo tema: a intolerância. Cada narrativa mostra como a incapacidade de aceitar o outro leva inevitavelmente a injustiças, guerras e morte. Griffith deixa claro que a raiz da intolerância está na raiva e na recusa em conviver com formas diferentes de pensar. O intolerante se coloca como superior, acreditando ter mais direitos, e sua arma nunca é o diálogo, mas sim a destruição.
Essas quatro histórias são conectadas por uma imagem simbólica: uma mãe embalando o berço de seu filho. Consta na literatura que essa figura representa a maternidade eterna, o ciclo contínuo da vida que atravessa os tempos e une todas as narrativas ao presente. Para mim, a impressão que deixa é que o amor incondicional e a pureza do nascimento são universais, mas acabam se perdendo conforme os homens crescem e se tornam independentes. É uma metáfora poderosa que reforça a ideia de que, apesar das diferenças culturais e históricas, a intolerância é um mal comum que atravessa gerações.
Mesmo deixando de lado a motivação inicial de Griffith, o filme traz verdades que continuam atuais e inspiram até hoje grupos que defendem métodos de exclusão e violência. O maior desafio, no entanto, é acompanhar a narrativa: ela não segue uma linha temporal direta, mas se apresenta como um mosaico de histórias que parecem desconectadas. Essa estrutura exige atenção e paciência, mas também é o que dá força ao filme, mostrando que a intolerância é um fio condutor que atravessa toda a história da humanidade.
Um bom filme para a época. Mas tenho a sensação que o Griffith estava tentando limpar a imagem depois do absurdo que foi "O Surgimento de uma Nação".
É uma boa obra. Mas tem que prestar muita atenção, se perder um detalhe, a história fica um pouco confusa.
#5/1001 filmes
D.W. Grifith querendo se redimir.
Fiquei feliz de pelo menos uma das 3 histórias ter tido um final feliz.
Amei a Garota da Montanha.