No ano de 1945, os nazistas montaram uma base secreta na Lua, antes do final da Segunda Guerra Mundial, onde se mativeram escondidos planejando o seu regresso ao poder. Em 2018 eles estão retornando!
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Essa galhofa maluca se fantasia de besteirol com efeitos especiais duvidosos, mas a verdadeira piada (e o verdadeiro terror) é como ele retrata a política real.
Aquela cena final da conferência da ONU, onde todo mundo começa a se estapear e a declarar guerra pelos recursos da Lua (o "Helium-3"), deixa muito claro que os nazistas espaciais eram só o pretexto. A ganância e a megalomania dos líderes "democráticos" do presente não ficam muito atrás. A sátira à presidente dos EUA mostra exatamente essa mania de grandeza e o uso da guerra puramente como marketing eleitoral, pouco se lixando para a população.
“Iron Sky”, lançado em 2012, é uma daquelas ideias que parecem ter nascido de uma madrugada insone na internet: e se os nazistas tivessem fugido para a Lua em 1945 e estivessem lá, escondidos, esperando o momento certo para voltar? A premissa absurda foi o suficiente para incendiar a imaginação de milhares de pessoas ao redor do mundo e literalmente bancar o filme. Produzido de forma independente, “Iron Sky” só existiu graças a uma campanha de financiamento coletivo que reuniu fãs sedentos por ver um delírio sci-fi tão maluco quanto ousado ganhar vida.
Apesar do orçamento modesto, o visual impressiona. A estética é caprichada, misturando elementos de ficção científica retrô com um humor ácido e visualmente engenhoso. É o tipo de filme que compensa cada dólar economizado com criatividade, carisma e um senso de ironia afiadíssimo. Tudo parece uma grande brincadeira, mas por trás da galhofa há algo perturbadoramente lúcido.
“Iron Sky”, ainda que abobalhado e divertido, é uma das obras mais proféticas deste século. Sob sua superfície de sátira espacial, o filme antecipa algo que, anos depois, se tornaria assustadoramente real: os nazistas nunca foram embora de verdade. Eles apenas se esconderam nas sombras da política, da cultura e da tecnologia, esperando o momento certo para retornarem. E quando retornaram, não vieram com suásticas em uniformes militares, mas disfarçados de líderes populistas, influenciadores e CEOs, espalhados pelo planeta inteiro.
O detalhe mais curioso é que, no filme, o ano do retorno nazista à Terra é 2018, exatamente o ano em que Donald Trump assumiu o poder nos Estados Unidos, marcando simbolicamente o ressurgimento global da extrema direita. Coincidência? Talvez. Profecia? Provável.
“Iron Sky” é, no fim das contas, uma pequena pérola que merece ser redescoberta.
#IronSky #Cinema
Adler diz que a invasão nazista na Terra começa às 5h45, exatamente como a invasão alemã na Polônia que desencadeou a Segunda Guerra Mundial.
O tráfego de rádio ouvido na cena em que as naves espaciais dos outros países da ONU se juntam à luta foi inteiramente colaborativo. O diálogo foi gravado por fãs do filme em casa e enviado ao diretor.
Mais de 10% do financiamento deste filme veio de fãs. Os doadores estão listados nos créditos.
A alfândega alemã não permitiu que os cineastas trouxessem trajes e insígnias nazistas para a Alemanha, mas felizmente os criadores de Bastardos Inglórios ajudaram o diretor Vuorensola ao revelar como contornaram o mesmo problema.
O nome da personagem Vivian Wagner é uma referência à tira em quadrinhos de um jornal finlandês, Viivi & Wagner, sobre o relacionamento entre uma mulher e um porco.
Fraco.
Sofrível, nada haver com nada, não diverte nem empolga, tudo uma porcaria que não leva a lugar nenhum.
E como toda porcaria, fizeram o 2.