Ulysses Rubin Lüersen
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Últimas opiniões enviadas

  • Ulysses Rubin Lüersen
    1 semana atrás

    MANO!!!

    Eu fiquei zoando que ia pagar mico chorando no cinema e tal.

    FIO!

    Tu acha que eu chorei?

    Eu derramei as Cataratas do Iguaçú pelos olhos, parceiro.

    😭😭😭😭😭😭😭

    SIM, o filme tem as mesmas fragilidades e limitações da maioria dessas cinebiografias de grandes artistas.

    Na boa: e daí?

    O filme é vibrante e emocionante do início ao fim. A infância pobre dos Jacksons, a influência de James Brown, Gladys Knight, Diana Ross, Gene Kelly, Judy Garland, Fred Astaire, Charles Chaplin e outros ícones na formação da sensibilidade de Michael, os lendários Berry Gordy, Quincy Jones, John Branca e outras figuras essenciais na jornada de Michael, as recriações da criação das canções e vídeos eternos, as excentricidades e o universo particular do Michael (as cenas com os animais arrancaram gargalhadas da plateia inteira), o processo de emancipação do controle do pai e a figura resiliente e acolhedora da mãe, são muitos momentos e detalhes lindos e importantes. As reconstituições de shows para grandes públicos são impressionantes, um belíssimo trabalho de montagem e edição de som.

    Importante destacar que a performance de Jaafar Jackson é belíssima, tanto no retrado da timidez sobreposta à ambição impetuosa de Michael, como na performance furiosa e por vezes sobrenatural do lendário artista. Ele conseguiu me fazer esquecer que se tratava de um ator interpretando Michael Jackson, algo que achei que fosse impossível.

    O final é glorioso e libertador.

    Após duas horas de emoções diversas, saí da sessão sentindo que esse filme serve como um manifesto da grandiosidade e universalidade do maior artista do nosso tempo.

    Agora vou lá me hidratar.

    #Michael #MichaelJackson #Cinema

  • Existem filmes que passam diante dos olhos. Outros parecem permanecer no corpo por algum tempo, como um cheiro que a memória insiste em guardar.

    Hamnet pertence a essa segunda espécie. A beleza do filme é quase desconcertante. Não é uma beleza decorativa. É algo mais estranho, mais silencioso. A câmera se demora nos gestos mínimos, na poeira atravessada pela luz, na respiração das árvores, como se a própria matéria do mundo estivesse tentando prestar atenção na vida de uma família.

    E então a vida, que sempre parece sólida enquanto acontece, revela sua natureza precária.

    A morte de um filho não cabe na linguagem cotidiana. O luto de Agnes se espalha pela casa, pelos objetos, pelos caminhos que ela percorre. Cada coisa carrega uma presença ausente. O tempo deixa de obedecer ao relógio e passa a obedecer à memória.

    Shakespeare também atravessa esse vazio. Antes de existir qualquer peça, existe apenas o espanto. Existe a experiência brutal de descobrir que a realidade pode simplesmente retirar alguém do mundo.

    Mas é justamente aí que começa o trabalho secreto da arte.

    A dor, quando não encontra saída, procura forma. Aos poucos, quase sem que se perceba, o luto encontra matéria na imaginação. As perguntas que não têm resposta passam a respirar dentro de personagens, de monólogos, de fantasmas que caminham pelos corredores de um castelo inventado.

    Assim nasce Hamlet.

    Não apenas como uma tragédia sobre um príncipe, mas como um diálogo impossível entre vivos e mortos. Um lugar onde a ausência ganha voz. Onde o teatro oferece aquilo que a vida nega: a chance de falar mais uma vez com quem partiu.

    Quando a peça finalmente é encenada, acontece algo raro. O sofrimento privado deixa de pertencer apenas a um casal enlutado e passa a circular entre centenas de desconhecidos. O palco transforma a dor em experiência compartilhada. Cada espectador reconhece ali uma perda, um medo, uma pergunta que também lhe pertence.

    Talvez essa seja a forma mais profunda de justiça poética. O filho perdido não retorna, mas sua ausência se transforma em uma das maiores criações da imaginação humana. Aquilo que foi arrancado da vida volta como linguagem.

    E por um instante, naquela primeira apresentação, é possível imaginar Shakespeare e Agnes percebendo algo inesperado: o luto ainda está ali, intacto, mas agora possui uma forma que pode ser respirada.

    A arte não desfaz a tragédia. Ela apenas cria um lugar onde é possível permanecer dentro dela sem desaparecer.

    A arte é a mentira que revela a verdade. Que filme devastador.

    #Hamnet #Cinema

  • Ulysses Rubin Lüersen
    2 meses atrás

    Voltei agora da sessão de pré-estreia de Pânico 7 e posso dizer que estou bastante satisfeito.

    Eu poderia ser rabugento e ficar apontando defeitos no filme mas, vamos combinar: é Pânico. Há muito tempo essa saga virou uma daquelas instituições da cultura pop para a qual sempre retornamos pela experiência, acima de tudo.

    A abertura é ótima, altamente metalinguística e tentando reproduzir a veia crítica que Wes Craven sempre exibiu em seu trabalho e que era um dos pontos altos do roteiro de Kevin Williamson no Pânico original. Williamson, dessa vez, assume a direção, com evidente reverência ao estilo do mestre Craven, especialmente nas cenas de suspense e perseguição. Como em Craven, a violência se apresenta sempre cartunesca e exagerada, sem medo do ridículo.

    O filme provavelmente funcionará muito melhor junto ao público que cultua ou ao menos acompanha a saga Pânico desde o início. Há uma imensidão de referências que só o fã vai compreender. Tem também algumas surpresas que só farão sentido para quem ama esses filmes.

    Os novos personagens não são nem de longe tão marcantes quanto os que nos foram apresentados nos anos 90 e 2000, mas eles estão lá para fortalecer a história dos sobreviventes. Aí entram alguns dos pontos mais fortes do filme, a meu ver. Não vou contar para não estragar a sessão de quem ainda não viu.

    Eu me diverti muito e permaneci envolvido durante toda a duração. Obviamente, o filme passa a anos luz de causar o impacto do original, ou mesmo de Pânico 2, mas os próprios personagens parecem estar cientes disso. Um filme muito empolgante e autoconsciente.

    Eu adorei.

    #Pânico7 #Scream7 #Cinema

  • Breno 1 ano atrás
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  • Mths Gonc 2 anos atrás

    Tudo certo também.

  • Glaucio Viana 3 anos atrás

    NÃO CREIO! MEU ÍDOLO KKKKKKKKKKKKK eu simplesmente berrava com aquele perfil, inclusive foi inspiração pra um fake cinéfilo que fiz