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Ismael Tchu (Larsson do Amaral), um menino negro de 8 anos, toma um trem em direção a Barcelona para encontrar o seu pai que nunca conheceu. Sua única pista é o endereço de um apartamento, escrito em uma carta devolvida para sua mãe. Quando encontra o edifício, no apartamento está Nora (Belén Rueda), uma mulher elegante nos seus 50 anos, que vem a ser mãe de Félix (Mario Casas) que nunca disse nada a ela da existência dessa criança. Então com a ajuda de sua avó eles partem para localizar o paradeiro do seu pai. Isso fará com que todos os envolvidos tentem resolver suas dívidas com o passado.
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Marcelo Piñeyro é argentino como choripán com chimichurri. Esse filme é bem espanhol e bonito, mas não parece carregar a identidade dele que agora está bem presente na excelente série da Netflix, Vosso Reino.
Tenho certa admiração pelo trabalho do diretor argentino Marcelo Piñeyro, que fez na sua terra natal o ótimo "Plata Quemada" e depois foi seguir carreira na Espanha, onde dirigiu o igualmente ótimo drama sobre competitividade neoliberal chamado "O Que Você Faria?".
Foi assim que cheguei a assistir um terceiro longa dele, também em solo ibérico, chamado "Ismael". O filme supostamente trata de alguns assuntos de relevância social como racismo e adolescentes socialmente desajustados, mas a verdade é que é mais um drama 'íntimo e familiar' tipo aqueles que ganhavam Oscar no começo dos anos oitenta ("Gente como a Gente", "Laços de Ternura", etc).
Infelizmente, portanto, "Ismael" é só um longa totalmente convencional, com subtramas completamente inúteis (a da mãe do personagem com o cara do piano, por exemplo) e a própria trama principal vai do nada a lugar algum. Aquele lance da caldeira barulhenta é o resumo do filme: fica tentando forçosamente ameaçar alguma tensão dramática, mas nunca decola. O elenco até passa e há algo de interessante nas críticas sociais, mas elas ficam muuuuito ao fundo do drama familiar.
Piñeyro já fez obras bem mais contundentes. Este aqui é apenas bonitinho e corretinho.
A cada dia que passa me encanto mais e mais pelo cinema espanhol. E esse filme tem de tudo, e sempre na medida certa. O Ismael é a coisa mais fofa, e sua tentativa de salvar o Félix é o que mais encanta.
Queria muitooooooooooooo mesmo que eles ficassem juntos no final. Acho que o Félix merecia uma segunda chance,
Eu aceitaria mais umas duas horas de filme pra que as coisas se resolvessem de maneira menos abruptas.
Mesmo assim encanta! Paisagens lindas, atuações muito boas :)
Achei que o roteiro tem uns pequenos furos (porém necessários para a história deslanchar), que alguns personagens mudam de atitude muito depressa algumas vezes, mas no geral o filme é acima da média.
Ismael (Larsson do Amaral) é um menino encantador mas a personagem Nora (Belén Rueda) consegue atrair nossa atenção tanto quanto ele. Melhor, os dois são a alma do filme, se bem que Jordi (Sergi Lopez) também ilumina muitas cenas quando aparece.