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20 Maio 2011Duração
Descrevendo um dia em sua vida de prisão domiciliar, o diretor Jafar Panahi, ao lado do amigo e diretor Mojtaba Mirtahmasb, tenta retratar um dia em sua vida e as privações existentes no cinema iraniano contemporâneo. Panahi mobilizou a comunidade internacional do cinema e as redes humanitárias ao ser preso por suas opiniões contra o regime totalitário dos aiatolás do Irã. Mesmo assim, só foi libertado depois de dois meses encarcerado, uma semana de greve de fome e pagamento de fiança equivalente a 200 mil dólares.
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Inteligente e excepcional!
Ideia interessante que traz algumas sequências curiosas,mas é um documentário pouco movimentado e quase não chega bem no final.
>Assistido em 29 de Dezembro de 2025
Este não é o Rui Costa Pimenta.
O cara é genial. um filme angustiante, seco, o deserto do claustro... E tem lá uma iguana querida, um foco de afeto. Lindo demais cara
Um documentário com fortes críticas à censura imposta pelo Estado Islâmico que acompanha o dia a dia de um dos maiores cineastas do Oriente Médio, Jafar Panahi, que desde 2010 está em prisão domiciliar. Rodado dentro de sua casa no Teerã, o cineasta fala sobre o banimento decretado pelo governo do Irã, que não o permite filmar por 20 anos, e analisa trechos de seus filmes premiados, como “O balão branco” e “O círculo”. É um relato da frustração do diretor (numa espécie de ato de resistência), como se fosse um diário. Numa longa conversa de um dia, Panahi trata questões seríssimas, como o regime autoritário do país, que limitou sua arte de fazer cinema, mas também o vemos em momentos descontraídos, como lendo, enviando email e brincando com seu réptil de estimação. O diretor está desde 2010 aprisionado em casa, sob constante vigia, acusado de inflar pessoas contra o Regime Islâmico - teve seus filmes apreendidos e também proibido de sair do país.
Um fato curioso e que repercutiu na época: para levar “Isto não é um filme” a festivais de cinema, Panahi enviou a cópia do longa escondido dentro de um bolo de aniversário! Arriscando o próprio pescoço, conseguiu projetá-lo em vários lugares, exibido em mais de 15 festivais internacionais, como Mar del Plata, Nova York e Dubai, onde ganhou uma dezena de prêmios - foi exibido em Cannes e entrou para a shortlist dos 15 possíveis candidatos ao Oscar, mas ficou fora da competição.
O título é uma referência a René Magritte quando o pintor surrealista polemizava a ideia da representação da pintura, com sua obra “A traição das imagens” (e tal quadro trazia um desenho de um cachimbo com a inscrição “Isto não é um cachimbo”).
Com custo baixo, de 3 mil euros, Panahi fez novamente (dessa vez recorrendo a um colega para dirigir, Mojtaba Mirtahmasb, já que ele não pode gravar e é vigiado) um documentário misturado com ficção, que confunde arte e vida. Está na lista de seus trabalhos mais reflexivos, um filme metalinguístico, crítico e que de maneira contundente explora a censura aos artistas, na visão peculiar de um cineasta perseguido e ameaçado.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB