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Brasil, 1976. Armando (Carlos Ramírez), um imigrante latino-americano, e Sonja (Gilda Nomacce) vivem uma relação à beira do caos. Sonja mergulha em uma espiral de loucura, ansiosa para entender os processos de gestação de seu filho Ivan (Giovanni de Lorenzi
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
As idéias são boas, a direção é evidentemente influenciada pelas narrativas bressanianas contemporâneas, o desfecho é bonito... O problema é que o roteiro não se justifica internamente (não ouvi a Sonja ser chamada por seu prenome, por exemplo), a anomalia física do personagem-título não soa de todo assustadora (ele é até gracioso) e o protagonista masculino é insuportável, em todos os sentidos possíveis para este adjetivo. Nem mesmo a confissão de que seus monólogos foram inspirados por entrevistas deleuzeanas torna-o mais defensável, moralmente: achei esse pai de família ignóbil e desencadeador de falsos problemas (oh, o niilismo de alguns "independentes"!). Mas é sempre válido ver a musa Gilda Nomacce em cena e preciso aplaudir de pé tanto a fotografia esmerada deste filme quanto o brado antibolsonarista nos créditos finais. Se fosse um pouco mais enxuto, talvez fosse (bem) melhor. Vide a entrada em cena das pulsões homoeróticas! (WPC>)