Para Jack, ter uma família é a coisa mais importante do mundo. Então, um dia, sua mãe desaparece. Juntamente com seu irmão mais novo Manuel, ele embarca em uma jornada para encontrá-la... A viagem de um menino que aprendeu desde cedo a assumir responsabilidades.
Enquanto Jack vagava pela cidade minha angustia só crescia e me perguntava como seria o desfecho pra aquele menino tão maduro para sua idade.
A Mãe nem mesmo pergunta aonde eles estavam, o que aconteceu. Só mostra o anel e segue com a vida. Talvez numa tentativa de não se sentir culpada pela sua ausência. Jack se da conta disso enquanto escova os dentes e chega a conclusão que ali não é o lugar aonde ele e Manuel deveriam estar
15/03/2022
A vida é foda
O filme é excelente, mas difícil de assistir. A gente fica aflito o tempo todo. É um soco no estômago. Uma reflexão sobre os valores que norteiam a nossa vida. Ótimo elenco.
O filme é bom e Jodine Johne é simplesmente ótima, consegue fazer vc amá-la e odiá-la ao mesmo tempo.
Ivo também se mostra maduro, mas a trama se torna cansativa e até mesmo surreal pelo andar da carruagem. Rolam vários daqueles momentos de "ahh tá bom!"
Mas o que me chamou atenção foi a naturalidade dos atores, principalmente Jodine e Ivo, no entanto, o filme tinha a faca e o queijo na mão, mas ficou meio disperso pelo caminho.
De qualquer modo, vale muito a pena ver, há algumas cenas ótimas.
Quem também disputou o Urso de Ouro em Berlim foi o drama alemão Jack (2014), que de várias formas assemelha-se a O Garoto da Bicicleta. Aqui, o personagem-título, um garoto de 10 anos, amadurece precocemente para cuidar do irmão caçula Manuel e da própria mãe que, embora carinhosa, não é apta à maternidade. Tanto é que interna Jack em um lar para crianças, atitude que o garoto não contesta mas aceita, o que lhe dá créditos maiores em maturidade, e desaparece deixando Manuel com uma amiga. Jack, porém, envolve-se em um acidente no internato e foge à procura da mãe (que negligenciou a visita de feriado que houvera prometido). O diretor Edward Berger despede sentimentalismos e embarca em uma jornada crua, com companhia exclusiva de Jack enquanto questiona amigos da mãe e busca nos locais conhecidos por ela. Parece, de fato, o cinema dos irmãos Dardenne (cujo novo trabalho vimos no segundo dia de Mostra): a câmera em movimento, a temática simples mas não banal, o protagonista de rosto sofrido, precocemente envelhecido e sujo (show de performance do pequeno Ivo Pietzcker) e o roteiro sem mínguas, invenções e uma constatação cruel no seu desfecho.