Jim Shannon (John Wayne) é um coronel da aeronáutica que está sediado em uma base no Alasca localizada muito perto da União Soviética (apenas 40 milhas). A base entra em alvoroço quando, repentinamente, um jato soviético pede permissão para pousar. A surpresa cresce ainda mais ao descobrirem que quem pilotava o jato era uma mulher, Anna Marladovna (Janet Leigh), que diz querer desertar, mas não entregar segredos militares, pois não é uma traidora. Anna é uma espiã e se faz passar por desertora para se infiltrar. Enquanto se avalia as intenções de Anna, Shannon recebe a tarefa de vigiá-la. Ele fica apaixonado por ela e, ao saber que será deportada, se casa com ela para impedir que ela volte para a União Soviética. Porém várias surpresas estão reservadas para Jim e Anna.
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Drama romântico e suspense da Guerra Fria em Technicolor da RKO Radio Pictures e Universal Pictures. O filme foi produzido em 1950 pela RKO, que pertencia a Howard Hughes (1905-1976). Quando foi lançado em 1957, Hughes já havia vendido a RKO e o filme foi distribuído pela Universal-International. Este foi o último trabalho cinematográfico de Hughes antes de sua morte por insuficiência renal em 5 de abril de 1976.
Em suas memórias, "There really was a Hollywood", Janet Leigh (1927-2004) disse que ela não era fumante antes de trabalhar neste filme, então ela teve que aprender a inalar para parecer convincente na tela. Posteriormente, ela se tornou viciada e permaneceu fumante pelo resto da vida. O único filme a cores dirigido pelo austro-húngaro Josef von Sternberg (1894-1969) e seu último trabalho como diretor. A Força Aérea dos EUA cooperou com a produção, que exigiu medidas de segurança rigorosas.
A trama se utiliza da espionagem e da contraespionagem do roteiro de Jules Furthman (1888-1966) para retratar os mistérios dos relacionamentos. As cenas aéreas são mais do que legais e o romance entre John Wayne (1907-1979) chega a ser um pouco exagerado com Janet Leigh pela grande diferença de idade mas, mesmo assim, vale a pena conferir. Só achei ridículo a tradução do título brasileiro que não tem nada a ver com o filme. Não me lembrava também como Janet Leigh estava tão linda e sensual nessa época em relação a outros filmes dela.
Fraco e sem sentido, não consegue se decidir entre ser um drama de aviação, história de espionagem ou comédia romântica (no estilio 'Rock Hudson & Doris Day') e falha miseravelmente em todas as opções! Wayne e Leigh até tem alguma química juntos, mas o roteiro fraco e cheio de diálogos ridículos não ajuda. Não presta nem como propaganda da Força Aérea Norte-Americana, lamentável...
Já devo ter dito por aqui que eu sou um esquerdista que ama os filmes do John Wayne. Produção de Howard Hughes (conhecido como o Aviador interpretado pelo Di Caprio) que demorou tanto para ficar pronta que quando saiu os aviões já estavam ultrapassados. Janet Leigh era dona de uma das belezas mais naturais de Hollywood e do sorriso mais bonito. O filme é bobinho, o Wayne odiou o resultado final, mas eu achei ótimo, porque ele consegue zoar tanto o lado capitalista como o comunista, apesar de tender para o americano (óbvio), é engraçado ver a desinformação que se tinha sobre como era o outro lado da Cortina de Ferro (parece um certo povo desinformado do século XXI que vê comunismo em tudo). O resultado final do filme é pura diversão se não ficar levando a sério. Mais uma bela obra com o Wayne. Último filme do diretor Sternberg, que fez história ao dirigir O Anjo Azul.
BLOG: ORÁCULO ALCOÓLICO
As cenas aéreas de ação são muito boas, e John Wayne e Janet Leigh tem química, aliás, Janet está ainda mais bonita nesse filme. Lembro que quando assisti anos atrás no Telecine eu gostei, foi uma distração, mas nada além disso, pois a história em si não é tão interessante de acompanhar.