Jeanne, dona de prostíbulo em São Paulo, na década de 30, vai para Alagoas ao conhecer um cliente que se apaixona por ela. Ao se estabelecer com ele em sua fazenda de cana-de-açúcar, entra em contato com um mundo desconhecido e agreste.
Me lembrou muito o "Álbum de família", do Nelson Rodrigues. Claro que as duas propostas são diferentes, mas guardam algumas semelhanças de enredo, como incestos, a nudez simbolizando a liberdade, e o filho mantido fora de casa... Enfim, a decadência familiar. No caso do filme de Cacá Diegues, funciona como uma alegoria desse Brasil pré-1930, com seus engenhos e sua política coronelista que ora se encerraria.
O que é curioso é pensar que Joana, exterior a ela, morre culpada por tal decadência. Muito embora, tendo sido apresentada a estrutura familiar, percebe-se que era fatal a sua auto-erosão.
Abertura encantadora, tanto em sua assunção do ciclo da memória quanto na magnífica utilização da trilha musical de Chico Buarque. Jeanne Moreau está excelente (e a dublagem de Fernanda Montenegro caiu-lhe muito bem), mas há algo de frágil em seu roteiro, que se revela quase viscontiniano na abordagem da decadência. É um épico, que poderia e merecia ser ainda maior. Do jeito que ficou, inebria e emociona. Trilha sonora magistral, elenco e situações com assimetrias composicionais, quiçá decorrentes de certa fragilidade na direção. Mas, ainda assim quem era Cacá Diegues, ai, ai... (WPC>)
Um retrato da decadente sociedade agrária ainda remanescente das espocas coloniais, a chegada da personagem título é apenas o tiro de misericórdia na situação da família ali mostrada.
Me lembrou muito o "Álbum de família", do Nelson Rodrigues. Claro que as duas propostas são diferentes, mas guardam algumas semelhanças de enredo, como incestos, a nudez simbolizando a liberdade, e o filho mantido fora de casa... Enfim, a decadência familiar. No caso do filme de Cacá Diegues, funciona como uma alegoria desse Brasil pré-1930, com seus engenhos e sua política coronelista que ora se encerraria.
O que é curioso é pensar que Joana, exterior a ela, morre culpada por tal decadência. Muito embora, tendo sido apresentada a estrutura familiar, percebe-se que era fatal a sua auto-erosão.
Cheguei aqui por curiosidade, e sair totalmente ENTEDIADO!
Conteúdo totalmente VAZIO! Não me acrescentou absolutamente nada... nem me ENTRETER esse MARASMO em forma de filme conseguiu.
Realmente, perdir meu tempo acompanhando essa coisinha TOSCA e DESNECESSÁRIA.
Filmeco bem RUIM!
NOTA: 3,0
Abertura encantadora, tanto em sua assunção do ciclo da memória quanto na magnífica utilização da trilha musical de Chico Buarque. Jeanne Moreau está excelente (e a dublagem de Fernanda Montenegro caiu-lhe muito bem), mas há algo de frágil em seu roteiro, que se revela quase viscontiniano na abordagem da decadência. É um épico, que poderia e merecia ser ainda maior. Do jeito que ficou, inebria e emociona. Trilha sonora magistral, elenco e situações com assimetrias composicionais, quiçá decorrentes de certa fragilidade na direção. Mas, ainda assim quem era Cacá Diegues, ai, ai... (WPC>)
"Você sabe como te chamam lá na vila? Joanna francesa, a cadela que o coronel trouxe de São Paulo."
Aí a cadela é Jeanne Moreau. Que tiro!
Um retrato da decadente sociedade agrária ainda remanescente das espocas coloniais, a chegada da personagem título é apenas o tiro de misericórdia na situação da família ali mostrada.