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50Número de Fãs

Nascimento: 8 de Fevereiro de 1911 (93 years)

Falecimento: 9 de Abril de 2004

São Paulo - Brasil

Lélia Abramo foi uma atriz nata, mas também foi militante e fundadora do Partido dos Trabalhadores.
Foi uma personalidade presente em diversos momentos da vida política brasileira, como o movimento das "Diretas Já".
Na TV é lembrada, pela italiana Amália em ''Uma Rosa Com Amor'' (1972), que lhe deu o Troféu APCA de melhor atriz, pela matriarca Januária Brandão em "Pai Herói" (1979), Mama Vitória em "Pão Pão, Beijo Beijo" (1983) e Bibiana na minissérie "O Tempo e o Vento" (1985). Em 1964 ganhou o Roquete Pinto pelo conjunto de seu trabalho. Em 1975 ganhou da Associação Paulista de Críticos de Arte. Pelo conjunto de seu trabalho.
No teatro em 1958, ganhou cinco prêmios (APCA, Governador do Estado, Círculo Independente de Críticos Teatrais do Rio de Janeiro, Associação Brasileira de Críticos Teatrais e Saci) por sua atuação em "Eles Não Usam Black-Tie".
Entre seus principais espetáculos estão "Gente como a Gente", de Roberto Freire e direção de Augusto Boal; "O Rinoceronte" com direção de Walmor Chagas; "Romeu e Julieta", com direção de Jô Soares, e "Ricardo III", com direção de Antunes Filho; em ''Os Ossos do Barão'' (1963), ganhou o Prêmio Saci de Coadjuvante. Em ''Olhos Vazados'' (1970), ganhou o Prêmio Moliére de Melhor Atriz. Em ''Esperando Godot'' onde fazia Pozzo, ganhou o Prêmio Governador do Estado de Melhor Atriz.
No cinema o destaque foi ''1964 - Vereda de Salvação''; ''1967 - O Caso dos Irmãos Naves'' que lhe valeu no Festival de Brasília - o Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante; ''1968 - O Quarto''; ''1981 - Eles Não Usam Black-Tie''; ''1983 - Janete''; ''1994 - Mil e Uma'', entre outros.
Lélia Abramo morreu em 9 de abril de 2004, aos 93 anos, vítima de uma embolia pulmonar.
Antonio Cândido descreve Lélia Abramo como uma atriz que "nunca vergou a espinha, nunca sacrificou a consciência à conveniência e desde muito jovem se opôs à injustiça da sociedade. Que sempre rejeitou as vias sinuosas e preferiu perder empregos, arriscar a segurança, sofrer discriminações para poder dizer a verdade e agir com seus pontos de vista..." (prefácio Vida e Arte).