Redenção

1966

Redenção

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salvando

Redenção é uma telenovela brasileira produzida pela extinta TV Excelsior e exibida de 16 de maio de 1966 a 2 de maio de 1968, sendo até hoje a telenovela que passou mais tempo no ar no Brasil.
Fernando Silveira, um jovem médico, chega à cidade de Redenção e desperta paixão em três moças: Lola; a malvada Marisa, filha do prefeito Juvenal; e a filha do sapateiro Carlo, Ângela, com quem se casa. Paira uma dúvida: será Fernando mesmo um médico? Depois, com a morte de Ângela, ele passa a conviver com as armações de Marisa.
Ambientada na cidade fictícia de Redenção no interior do estado de São Paulo, a trama conta a saga do médico Fernando Silveira (Francisco Cuoco) e seu envolvimento com os moradores. O médico chega misteriosamente ao local e chama a atenção da população que questiona sua presença no município e se ele realmente é um doutor. O caráter de Fernando é discutido pelas pessoas que não entendem suas atitudes controversas.
Fernando começa a se envolver com os moradores e desperta a atenção da doce Ângela (Mirian Mehler), filha do sapateiro Carlo (Vicente Leporace).Os dois acabam se casando, mas a jovem morre repentinamente e o médico tem que reconstruir sua vida.
O médico então começa a se envolver com Lola (Márcia Real) e acaba se tornando vitima da maquiavélica Marisa (Lourdes Rocha), a filha professora do prefeito Juvenal (Rodolfo Mayer). No decorrer da trama, Fernando tem um filho que desaparece e a segunda metade da obra fica focada nessa história e na chegada de novos moradores a Redenção e suas tramas paralelas. Com isso a trama de dona Marocas (Maria Aparecida Baxter) que já era querida pelo público ganhou mais destaque e a fofoqueira da cidade conquistou definitivamente o público.
Redenção trouxe para a telenovela pela primeira vez tipos mais próximos da realidade, apostando no naturalismo.
Redenção mantém ainda hoje, quarenta anos depois, o recorde de novela no ar por mais tempo na televisão brasileira. Foram vinte e quatro meses e dezessete dias, perfazendo 596 capítulos. Há produções que ultrapassaram esse número, como Chiquititas e Malhação, mas não no formato tradicional, ininterrupto, já que as temporadas trocavam os elencos e os enredos, não havendo uma continuidade da trama, caso de Redenção.
Marcou definitivamente o ator Francisco Cuoco na pele do galã que arrebata o coração das mocinhas, mas que pode ter um caráter dúbio e a aura o acompanharia em trabalhos posteriores.
Foi em Redenção que se deu o primeiro transplante de coração no Brasil. Dona Marocas morreria na passagem para a segunda fase da novela mas, temendo uma queda na audiência, já que a fofoqueira era uma das mais populares personagens da trama, a direção da emissora resolveu que ela não poderia morrer. Assim, o Dr. Fernando transplanta um coração novo e ela sobrevive .
Redenção teve a primeira cidade cenográfica da teledramaturgia brasileira. No município de São Bernardo do Campo, na área onde hoje fica a Cidade da Criança, a TV Excelsior reproduziu uma cidadezinha do interior.
Redenção foi um sucesso tão grande que colocou mais um conterrâneo de Monteiro Lobato, o taubateano Raymundo Lopes, na lista dos escritores mais influentes da cultura nacional.
A trama, inicialmente cotada para ter 100 capítulos, acabou sendo esticada devido ao sucesso que fez com o público da época, ganhando incríveis 496 capítulos a mais.
Nos anos de 1940 e 1950, Raimundo Lopes foi responsável por diversas novelas de sucesso na Rádio brasileira. Era o tipo de autor que sabia prender o público a cada novo capítulo. .

Estreia Brasil:
16 de Maio de 1966
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