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28 Março 1983Para defender o humilde nordestino Soró Sereno em um acidente de trânsito, o misterioso Ciro Cerqueira acaba se envolvendo com a tradicional família da italiana Mamma Vitória, proprietária de uma rede de cantinas na qual ele passa a trabalhar, e fica dividido entre o amor das netas da matriarca, a responsável Luísa e a sedutora Bruna, uma mulher que não mede esforços para conseguir o que deseja. A partir do encontro de Bruna, Ciro e Soró é desenrolada a trama central da história, envolvendo principalmente a matriarca Mamma Vitória.
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Assisti pela primeira vez em 2023. É uma novela conforto, leve e com uma boa história. É muito legal conhecer o trabalho de atores do passado.
Assisti somente em 2023 e foi uma grata surpresa. WN trouxe uma ótima trama...diálogos precisos, ótimo elenco. O autor traçou a todo instante as realidades de Mama Vitória e Donana com seus universos e valores; correndo por fora os outros duetos traçando personagens coerentes, sem didatismos. Um luxo assistir de uma vez tantos talentos...não dá para destacar, todos deram um show...gente... e a trilha sonora? Menina Veneno, Give Me Your Heart Tonight, Misty Blue... cada música!! Quando acabou fiquei triste... Ô novelinha boa!
Longe de ser a pior novela do Walther Negrão na minha opinião, para mim foi uma das mais gostosas de acompanhar. Concordo que não é uma grande história cheia de ação e impasses, nos prende mais pelo elenco, personagens e principalmente pelo texto cativante. O protagonista Ciro tem qualidades e defeitos, torcemos por ele, nos irritamos igual, e ficamos intrigados pelo seu mistério que se mantém até o final - Cláudio Marzo como sempre excelente, deveria ser mais lembrado. Arnaud Rodrigues roubou a cena diversas vezes com o seu Soró, ainda que eu tenha achado o personagem um pouco irritante algumas vezes haha Quem ganhou a minha empatia do começo ao fim foi a Luísa, que amou e sofreu em silêncio, e só conseguiu ser feliz no último capítulo, merecidamente (pena que Maria Cláudia sumiu da TV). Só uma novela do passado pra deixar um beijo dos protagonistas para o último capítulo... Sutilezas poéticas, e também reais muitas vezes. Bruna é uma vilã sem exageros, mais para anti-heroína, nenhuma megera mas talvez a antagonista mais intrigueira e inconstante que já vi numa novela, passou a história inteira num eterno morde e assopra, inventando coisas e manipulando/humilhando as pessoas como quis, até que terminou sozinha engolindo o seu orgulho de rainha (Savalla nunca esteve mais bonita, na minha opinião). Mesmo mimada, autoritária e arrogante, a personagem tinha muitas camadas e nuances interessantes (a música Renascer, cantada por Zizi Possi, era linda demais). A rivalidade entre Luísa e Bruna era um dos pontos altos da trama, adorava os confrontos das duas, assim como a mistura de ódio com atração entre Ciro e Bruna que rendeu ótimos momentos.
Lélia Ábramo, Laerte Morrone e Renata Fronzi estiveram impecáveis no núcleo italiano. Mamma Vitória era cheia de camadas, a avó italiana fofa que também é uma matriarca enérgica e implacável. No núcleo nordestino, Laura Cardoso e Regina Dourado também brilharam muito! Uma coisa que eu percebi é que essa novela deu muito espaço para as personagens femininas, e na maioria das situações elas estavam no comando da família, dos negócios e lutavam pelo que queriam, cada uma do seu jeito e com as suas armas. E por fim, impossível não se emocionar com os veteranos Dionísio Azevedo e Norma Geraldy como o casal maluquinho de idosos Altino e Nizi.
Recomendo para os nostálgicos que não se incomodam de acompanhar uma novela simples, romântica e cheia de humanidade. E novamente, trilha sonora maravilhosa (Total Eclipse of the Heart!!!)
Pior novela do Walther Negrão
A partir do dia 16/05 no Canal Viva, não vou perder <3