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O filme retrata o impossível caso de amor entre um casal de jovens sensíveis e desajustados. Levada ao consultório de Rudolf Flugeman (John Herbert) – psiquiatra em crise – Cléo (Irene Stefânia) se recupera do aborto imposto há pouco tempo pela mãe. Ricos da alta sociedade, mãe, filha e pai não se entendem bem. A filha anda solta por São Paulo entre festinhas e comprimidos. Até que no consultório de Flugeman, que era pra ser o porto seguro da situação, Cléo acaba conhecendo Daniel (Chico Aragão) com quem acaba vivendo um conturbado relacionamento.
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Mesmo o filme trazendo no título o nome dos protagonistas,os mesmos quase não tem voz,muito menos importância na trama.
Boa parte do tempo outros personagens tomam de conta do filme e faz com a história tenha outros rumos.
Quando a dupla principal resolvem se encontrar o resultado são sempre os mesmos: sexo,curtição e vagabundagem.
A trilha sonora com participação de Toquinho e Chico Buarque é a única coisa que consegue ser agradável.
>Maratona Irene Stefânia - Assistido em 05 de Setembro de 2026
Li o romance original poucos dias antes de ver o filme, a fim de participar de uma palestra sobre a adaptação: adorei o livro, detestei o filme. Pesquisei muito sobre o Roberto Freire e fiquei fascinado por aquilo que descobri em "Sem Tesão, Não Há Solução". No livro, para quem leu, há uma cisão mui perceptível entre a primeira metade e a segunda: de uma linguagem em primeira pessoa, passa-se para a onisciência descritiva, quando os personagens titulares entram em cena, mui tardiamente. O livro é sobre um psicanalista em crise; o filme, sobre o romance de dois adolescentes aburguesados e mimados, que convertem o platonismo em anseio (protegido) de liberdade. Porém, como o escritor não era diretor, fez más escolhas, parece que adapta o livro com páginas faltando... Muito fiel, claro (diálogos integrais são reproduzidos!), mas involuntariamente elíptico (no sentido de que houve graves problemas de produção). O garoto que interpreta Daniel irritou-me bastante. Mas gosto de quando, finalmente, o filme fica silencioso. Mas é uma adaptação lamentável, que exclui os principais motes do livro, que eram o próprio Rudolf, o genial Benjamim e a diva francesa gaby (Myriam Muniz aparece pouquíssimo!). O ritmo é interessante - descontados o machismo e a extrema homofobia da trama - mas o que ele apregoa parece contraditório. Vide a quantidade de estupros e abusos a que Cleo é submetida. Achei deplorável! (WPC>)
kk
Roteirizado e dirigido por Roberto Freire (1927-2008), o filme “Cleo e Daniel” é a versão para o cinema do seu livro homônimo, lançado em 1965, e considerado um dos maiores best seller de sua época.
O filme foi levado aos cinemas em 1970 e tem a participação da Myriam Muniz, Sônia Braga e John Herbert no elenco, e Chico Buarque na criação musical.
Freire, um ex-psicanalista fortemente ligado à obra de Wilhelm Reich e aos anarquismos, inspirou-se na tragédia “Daphnis e Chloe” do poeta romano Longus para escrever sua história.
Cléo e Daniel são pacientes do Dr. Rudolf e ambos têm entre 15 e 17 anos. Ela, Cléo, se recupera de um aborto imposto pela mãe. Ele, Daniel, é um jovem revoltado e agressivo. Ao se encontrarem, eles iniciam um romance repleto de sonhos de liberdade, sexo e conflitos.
O livro “Cléo e Daniel” foi lançado em formato de pocket book pela LP&M.
“Li em dois dias. Maravilhado, porque ali estava uma visão nova da juventude naqueles confusos anos 60. (...) O mundo estava mudando, o Brasil também. Roberto surgiu com uma linguagem solta, descolada, atraente, poética e sensual. Foi um impacto, Cléo e Daniel estourou em vendas, estava nas mãos de todos os jovens. Falava-se de Cléo, de Daniel e de Roberto. Tenho uma curiosidade imensa de saber como se comportará este romance quase cinquenta anos depois. Verdade que grandes livros nunca envelhecem.”
(Trecho da apresentação de Ignácio de Loyola Brandão)
alguém tem o livro em pdf pra me enviar? *-*