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Data de lançamento
21 Maio 1965Duração
Com o conflito pela posse da terra, os camponeses seguem um líder místico, para quem "o pecado vai empurrar o ar do mundo e o sofrimento vai indicar a vereda do paraíso". O fanatismo aumenta e os camponeses não conseguem mais compreender a realidade, levando, inevitavelmente, a um final trágico.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Filme: Vereda da Salvação
Ano: 1965
Diretor: Anselmo Duarte. Visto no dia 20.07.2024
Esse é um dos vários exemplos de filme nacional feito de alta qualidade com uma história bem real até nos dias de hoje. Esse filme mostra uma realidade que acontece no dia a dia em muitos lugares do mundo: alienação religiosa, lavagem cerebral, manipulação e fanatismo religioso. Fala também da situação difícil de camponeses que dependem da terra para sobreviver, como a falta de acesso a necessidades básicas, sofrimento traz consequências negativa a essas pessoas simples. Além da falta de instrução, a ignorância em muitos aspectos. O roteiro é bem simples mas muito funcional, a história é bem construída do começo ao fim. Mas a mensagem aqui também é muita clara: como usar a fé das pessoas, é uma ferramenta poderosa para controlar, manipular a vida das mesmas. Realmente assustador. Fotografia esplêndida, como também os efeitos sonoros foram esplêndidos, ainda mais nessa época em 1965. Gostei muito do filme por ser teatral, diálogos são muito bem escritos, bem pungente. Os atores carregaram muito bem o filme: demonstraram uma atuação bem marcante, forte e dramática. Destaco aqui o Joaquim, trabalho de Raul Cortez. Um dos atores brasileiros que mais gosto, um ator de primeira linha, que aqui teve sua estreia. Direção impecável do grande Anselmo Duarte. Mais um filme dele que me surpreendo. Vou ver mais filme dele, sem dúvidas. Filmaço sem dúvidas.
Nota: 9,5
Que pancada de filme!!! O personagem de Raul Cortez é o retrato de como esses lideres religiosos chinfrins conseguem manipular as massas.
Filme 199/2025
Costumo ser bastante suspeito para avaliar filmes que despejam críticas ao fanatismo religioso, em geral saio realizado com os tapas na cara da Igreja que os diretores desferem. Engraçado que este Vereda da Salvação não conseguiu me conquistar, muito porquê o limite de fanatismo é ultrapassado de longe para um teor de insanidade e demência, logo penso que seu teor crítico perde sua universalidade e passa a tratar de um caso muito particular. No fundo a palavra que quero utilizar , como todo pesar do mundo é histeria.
Queria ver, mas só acho no Youtube e o vídeo tá péssimo.
Muito bom. Roteiro simples e direto sobre a alienação religiosa.
Boas atuações e gostei dos enquadramentos e movimentos.
Só uma coisa me incomodou, o grande fetiche do Cinema Novo: Nordeste miserável e cantoria. Incrível como estão sempre presentes nos filmes antigos. kkk