Dante é um homem que se sente um tanto infeliz em seu dia a dia. Ele está feliz dirigindo um ônibus escolar alugado por uma escola especial, mas sua vida carece da centelha romântica. Uma noite, por acaso, ele conhece Maria, uma atraente e rica mulher de Palermo (Sicília), por quem se apaixona quase instantaneamente. De repente, Maria também parece atraente, a ponto de convidá-lo para sua vila siciliana. O que Dante ainda não sabe é que ele tem uma notável semelhança com o marido de Maria, um notório mafioso mais conhecido como Johnny Palillo. Enquanto isso, o verdadeiro Johnny Palillo está escondido em sua casa após testemunhar contra vários líderes da máfia local. O plano de María é usar Dante como bode expiatório e depois fugir com o marido para a Argentina.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Johnny Stecchino é muito bom!!! Eu realmente achei que seria mais fraco, porque no começo eu não estava gostando muito e parecia que o filme ia seguir por um caminho mais bobo e até repetitivo, mas, aos poucos, ele engrena de um jeito surpreendente. Quando a trama assume de vez a confusão de identidades e abraça o absurdo como parte essencial da narrativa, tudo começa a funcionar melhor, e o que antes parecia simples demais passa a ter um ritmo mais envolvente e inteligente.
O que ajuda muito nisso são as referências internas e a forma como o próprio filme reutiliza suas piadas. Nada é totalmente jogado fora. A parte das bananas é um ótimo exemplo: começa quase despretensiosa e vai crescendo até virar algo completamente absurdo, e eu chorei de rir justamente por essa construção gradual. O mesmo vale para a “diabetes”, que se transforma em um elemento recorrente e fundamental dentro da confusão toda. Esse tipo de humor baseado em repetição e escalada funciona porque o filme trata o absurdo com naturalidade, como se tudo aquilo fosse absolutamente normal dentro daquele universo.
Mesmo achando o filme um pouco longo, principalmente em alguns trechos que poderiam ser mais enxutos, nada chega a comprometer a experiência. O grande motor da história é o Roberto Benigni que, apesar das tonteiras exageradas que faz às vezes e da inocência levada quase ao extremo, é muito bom no que se propõe a fazer. Ele sustenta praticamente tudo com sua presença física, seus trejeitos caricatos e aquela energia caótica que domina as cenas. A atuação é escancarada, quase infantil em certos momentos, mas funciona justamente porque ele tem carisma e convicção suficientes para fazer o exagero soar natural dentro da proposta do filme.
Já os outros personagens acabam sendo mais fracos, especialmente Maria (Nicoletta Braschi), que é bem apática e não tem o mesmo carisma ou intensidade, funcionando mais como engrenagem do roteiro do que como alguém realmente marcante.
O melhor entre eles é o Tio/Advogado (Paolo Bonacelli), que traz uma presença mais firme e segura quando aparece, servindo como contraponto à ingenuidade quase infantil do protagonista. No fim, é um filme que começa morno, mas cresce muito e termina se sustentando principalmente pelo carisma e talento de Benigni.
Assistido em 17/02/2026
"-A mulher do ministro?
- Então mostra o ministério!"
Demora um tantinho pra engrenar, mas até que é bom — mais especificamente pelas cenas de confusões
Os personagens não são exatamente cativantes e o filme é um tantim longo demais
Gostei....achei muito divertido!!
Não é dos melhores do Benigni mas é acima da média.
A duração me incomodou um pouco.
25-02-2021